A avidez por fazer bom uso de nosso tempo, faz deixarmos vez
ou outra, não notar detalhes alheios interessantes. Este, meu primeiro blog,
sinto-me a interagir com pessoas de todos os cantos: Sem contato direto, olhos
nos olhos, mas existem os que como eu, sempre procura por algo que vá de
encontro aos seus anseios. Um de meus prazeres é escrever, essa é a razão de
estar envolvido neste mundo dos blogs. Na essência de meus escritos, estará à
honestidade de somente realizar um desejo, o de ser lido; mas não somente isso,
seria egocentrismo de minha parte, em tudo que postar desejo deixar algo que
transmita, além do prazer pela leitura, algo de bom que possa servir de
estimulo ou exemplo de algo bom.
AJUDA SOB AS ÁGUAS. Acredito que nada mais justo,
iniciar minhas exposições com uma estória real, onde seu protagonista
felizmente se deu bem e continua entre nós. (Eu). Está ponte é o marco, sob
ela, onde tudo começou. DOMINGO ENSOLARADO...Todos os dias são completos
em suas manifestações. Mas este se destacava pelo brilho vivo e limpo, e mais
ao alto, se estendendo pela linha do horizonte, podia-se liberar a alma às
fantasias, envolvendo-se em meio a tantos aglomerados de pequenas nuvens alvas harmoniosamente
dividindo seus espaços. Fazia calor naquela tarde de domingo, havia muitas
pessoas da pequena cidade, vizinhança, sítios e fazendas: crianças e adultos,
todos brincando, sorrindo, alguns se encontravam sobre a ponte somente
observando os que pulavam lá de cima. Neste dia eu estava bem cansado, durante
o período da manhã eu já havia nadado bastante, tentava agora descansar um
pouco, mesmo tendo que proteger meus olhos com as mãos para evitar a areia,
caso alguma criança passasse correndo próximo à mim: além do sol com tanto
brilho, parecia estar gostando de tantas pessoas juntas e felizes. De uma margem à outra neste local, em épocas
de chuva atingem em torno dos cem metros de largura, resultando em uma paisagem
agradável de poder-se admirar. Cativa. Mesmo aqueles que temem rios quando
cheios tem receio de nadar em um, não conseguem ficar indiferente a sua
majestosa força e determinação para romper distancia, eternamente seguindo seu
curso, desviando de obstáculos, nada o detém. Tarde quente. Subitamente minha tranquilidade
é interrompida por gritos, adultos e crianças correm em todas as direções, eu
mesmo, não estava entendendo nada de tanta confusão: Sem sair de meu lugar,
continuei deitado sobre a areia, somente observando para entender a agitação
que tanto preocupava aquelas pessoas sempre tão calmas. Com mais atenção pude
perceber que todos indicavam para um mesmo ponto em direção ao rio. De onde eu
estava, o pilar de sustentação da ponte impedia que pudesse ver alguma coisa,
foi quando meus instintos se afloraram, pressenti um afogamento, alguém está em
apuros, podendo morrer. Fui até mais perto poderiam estar precisando de ajuda e
eu pudesse fazer alguma coisa pela pessoa. Meu emocional estava bem, qualquer
decisão que fosse escolhida não resultaria em problema de consciência, cheguei
a pensar, não sou simpático à comunidade, (passava minhas noites pelos bancos
de jardins da pequena cidade, e de alguns também próximos a pesqueiros que
haviam em frente aos ranchos à margem do rio: havia saído de um colégio para órfãos,
sobrevivia como conseguia: roupa surrada, cabelos não pequenos, mas o que eu
poderia fazer! Não se davam chances para me conhecerem. Mas esta, é outra estória
a ser contada.) Porque envolver-me se há tantas pessoas por aqui? Seria melhor
eu continuar em meu cantinho e quieto. Em minha vida nunca havia socorrido
alguém nessa situação, nem sei mesmo e como o que fazer: Saindo do lugar em que
me encontrava, dando volta para ter uma visão melhor, entendi, lá estava à
causa de tantas preocupações, um jovem em desespero total, com gritos sufocados
pedindo alucinadamente que o salvassem, suas forças o impelia a repetir sem
cessar por ajuda. Havia entre eles bons nadadores, por que não apareciam? Eles poderiam tirá-lo da água com a canoa,
ajudá-lo a sair daquela enrascada. Segundo amigos que o acompanhavam naquela
tarde, disseram que o mesmo não sabia nadar e estava alcoolizado. Na verdade,
ele ainda não havia se afogado ainda por que se debatia em demasia, e também a
euforia o estava ajudando, mas não durariam muito a seu favor essas reações. A
agonia e o desespero eram tanto que seus pedidos por socorro mais pareciam
ordens diretas, tirem-me daqui! Havia
entre eles, bons nadadores, mas porque não apareciam? Teriam que socorrê-lo, o
tempo se esvaia com os segundos no ritmo das corredeiras. Poderiam ajudá-lo com
uma canoa a sair daquela enrascada, segundo amigos que o acompanhavam naquela
tarde, disseram que o mesmo não sabia nadar e que havia ingerido muita bebida
alcoólica. Com certeza ainda não teria ido de vez para o fundo das águas porque
a corredeira e seus movimentos constantes o mantinha flutuando; se nada de
urgente fosse feito, alguém em breve choraria por ele em algum lugar. Uma canoa
se aproxima em sua direção, mas permanecem afastados, todos estão inseguros,
percebe-se o receio que ao tentar pegá-lo, possa acontecer que a canoa vire
durante seu desespero ao tentar se agarrar na mesma, provocando não uma, mas,
mais mortes. Indiferente a tudo e a todos naquela situação, senti-me impelido a
fazer algo por aquela vida prestes a se esvair.
Mesmo salva-vidas profissionais convivem com esta possibilidade apesar
de toda experiência, não era de se estranhar como estavam agindo. Mas entre o
eu acho, da dúvida, cautela, conhecimento, saber, não saber, o jovem estava bem
próximo de um fim trágico. Era enervante presenciar aquela forma de se ter um
fim estúpido, irresponsável, provocado. Mas este seria um juízo que somente a
ele caberia fazer; a mim, tentar tirá-lo do rio até a margem. Se estivesse se
dando uma transição normal de um plano para outro, seria natural e menos
conflitante. Mas, acidente, já bastava, precisava ajudá-lo urgente, um pouco
mais tempo e seria tarde. Agora já estava envolvido e, até onde a água não se
opunha como obstáculo para meu corpo, parte mais rasa, corri o mais rápido
possível; um mergulho e com braçadas longas em sua direção me aproximei. Ele já
não tem mais aquela agilidade, a mesma disposição de antes, está quase cedendo,
perdendo a noção da situação de risco, a consciência, seu olhar é distante,
vago. Passei por entre os que estavam na
canoa e próximo aos que nadavam ao seu redor, mas não reuniam coragem nem
forças para ajudá-lo. (Tive a impressão que o rapaz também sentia medo deles,
tanta era a agitação e os gritos). Havia duas pessoas no barco, uma não sabia
nadar e era a que mais falava e fazia gestos, atrapalhando inclusive seu
companheiro que tentava posicionar o barco, terminando sempre remando em
direção contraria. Foi assim, consciente de não haver mais tempo nem ajuda para
tentar salvá-lo, nadei em sua direção segurando-o com minha mão esquerda seu
pulso direito: Ele tentava se apoiar e mim com sua mão esquerda, o que eu não
poderia permitir de forma alguma, iríamos os dois para o fundo do rio: Mesmo
assim por umas vezes tentou se agarrar em mim, era quando eu forçava seu braço
para o alto e o torcia pelo lado contrário, neutralizando sua clara e fatal
intenção, a de se apoiar em meu corpo. Meus movimentos para nos manter são
redobrados, mais braçadas e impulsos com os pés, não para nos mover, mas para
que pudéssemos nos manter com o rosto fora da água. Como uma gangorra, lá íamos
nós, seu corpo só força para baixo, tenho que alternadamente dar impulso para
que ele respire, para isso, acelero com toda força meus movimentos puxando-o
para cima, enquanto eu fico sob a água. Escolhi deixar que a correnteza forte
nos levasse para a margem, mesmo que fosse preciso permanecer mais tempo
naquele sufoco; não havia escolha, não conseguiria romper o rio em linha reta,
seria demais exigido de meu corpo e eu, com certeza não daria conta de
sustentá-lo, dispor de mais energias para continuar. Apesar de nossa situação delicada tomar toda
a atenção, dava para ouvir da margem e sobre a ponte, os sussurros das pessoas
preocupadas também. O importante não era saber onde iríamos chegar a sair, eu
precisava mantê-lo consciente. O fato de não saber nadar, tornava seu corpo
cada vez mais pesado. (À tarde daquele dia exerceria em minha vida uma forte influência).
Sem precisar o tempo exato de quanto havíamos estado tentando nos manter bem,
agora, próximos da margem há uns quinze metros, a canoa se aproxima de nós,
mas, se mantendo um pouco distante; pretendiam ajudar, entretanto a cautela os
impediam de se chegar mais perto, preocupados em que pudéssemos ao nos
apoiarmos nela, provocar um acidente fazendo-a virar: crianças e adultos, todos
brincando, sorrindo, alguns se encontravam sobre a ponte somente observando os
que pulavam lá de cima da ponte. Neste dia eu estava bem cansado, durante o
período da manhã eu já havia nadado bastante, tentava agora descansar um pouco,
mesmo tendo que proteger meus olhos com as mãos para evitar a areia, caso
alguma criança passasse correndo próximo a mim: além do sol que com tanto
brilho, parecia estar gostando de tantas pessoas juntas e felizes. De uma margem à outra neste local, em épocas
de chuva atingem em torno dos cem metros de largura, resultando em uma paisagem
agradável de poder-se admirar. Cativa. Mesmo aqueles que temem rios quando
cheios tem receio de nadar em um, não conseguem ficar indiferente a sua
majestosa força e determinação para romper distancia, eternamente seguindo seu
curso, desviando de obstáculos, nada o detém. Tarde quente. Subitamente minha
tranquilidade é interrompida por gritos, adultos e crianças correm em todas as direções,
eu mesmo, não estava entendendo nada de tanta confusão: Sem sair de meu lugar,
continuei deitado sobre a areia, somente observando para entender a agitação
que tanto preocupava aquelas pessoas sempre tão calmas. Com mais atenção pude
perceber que todos indicavam para um mesmo ponto em direção ao rio. De onde eu
estava o pilar de sustentação da ponte impedia que pudesse ver alguma coisa,
foi quando meus instintos se afloraram, pressenti um afogamento, alguém está em
apuros, podendo morrer. Fui até mais perto poderiam estar precisando de ajuda e
eu pudesse fazer alguma coisa pela pessoa. Meu emocional estava bem, qualquer
decisão que fosse escolhida não resultaria em problema de consciência, cheguei
a pensar, não sou simpático à comunidade, (passava minhas noites pelos bancos
de jardins da pequena cidade, e de alguns também próximos a pesqueiros que
tinham em frente aos ranchos à margem do rio: havia saído de um colégio para
órfãos, sobrevivia como conseguia: roupa surrada, cabelos não pequenos, mas o
que eu poderia fazer! Não se davam chances para me conhecerem. Mas esta, é
outra história a ser contada.) Porque envolver-me se há tantas pessoas por
aqui? Seria melhor eu continuar em meu cantinho e quieto. Em minha vida nunca
havia socorrido alguém nessa situação, nem sei mesmo e como o que fazer: Saindo
do lugar em que me encontrava, dando volta para ter uma visão melhor, entendi,
lá estava à causa de tantas preocupações, um jovem em desespero total, com
gritos sufocados pedindo alucinadamente que o salvassem, suas forças o impelia
a repetir sem cessar por ajuda. Havia entre eles bons nadadores, por que não
apareciam? Eles poderiam tirá-lo da água
com a canoa, ajudá-lo a sair daquela enrascada. Segundo amigos que o
acompanhavam naquela tarde, disseram que o mesmo não sabia nadar e estava alcoolizado.
Na verdade, ele ainda não havia submergido ainda por que se debatia em demasia,
e também a euforia o estava ajudando, mas não durariam muito a seu favor essas
reações. A agonia e o desespero eram tanto que seus pedidos por socorro mais
pareciam ordens diretas, tirem-me daqui!
Havia entre eles, bons nadadores, mas porque não apareciam? Teriam que
socorrê-lo, o tempo se esvaia com os segundos no ritmo das corredeiras.
Poderiam ajudá-lo com uma canoa a sair daquela enrascada, segundo amigos que o
acompanhavam naquela tarde, disseram que o mesmo não sabia nadar e que havia
ingerido muita bebida alcoólica. Com certeza ainda não teria ido de vez para o
fundo das águas porque a corredeira e seus movimentos constantes o mantinha
flutuando; se nada de urgente fosse feito, alguém em breve choraria por ele em
algum lugar. Uma canoa se aproxima em sua direção, mas permanecem afastados,
todos estão inseguros, percebe-se o receio que ao tentar pegá-lo, possa
acontecer que a canoa vire durante seu desespero ao tentar se agarrar na mesma,
provocando não uma, mas, mais mortes. Indiferente a tudo e a todos naquela
situação, senti-me impelido a fazer algo por aquela vida prestes a se
esvair. Mesmo salva-vidas profissionais
convivem com esta possibilidade apesar de toda experiência, não era de se
estranhar como estavam agindo. Mas entre o eu acho, da dúvida, cautela,
conhecimento, saber, não saber, o jovem estava bem próximo de um fim trágico.
Era enervante presenciar aquela forma de se ter um fim estúpido, irresponsável,
provocado. Mas este seria um juízo que somente a ele caberia fazer; a mim,
tentar tirá-lo do rio até a margem. Se estivesse se dando uma transição normal
de um plano para outro, seria natural e menos conflitante. Mas, acidente, já
bastava, precisava ajudá-lo urgente, um pouco mais tempo e seria tarde. Agora
já estava envolvido e, até onde a água não se opunha como obstáculo para meu
corpo, parte mais rasa, corri o mais rápido possível; um mergulho e com
braçadas longas em sua direção me aproximei. Ele já não tem mais aquela
agilidade, a mesma disposição de antes, está quase cedendo, perdendo a noção da
situação de risco, a consciência, seu olhar é distante, vago. Passei por entre os que estavam na canoa e
próximo aos que nadavam ao seu redor, mas não reuniam coragem nem forças para
ajudá-lo. (Tive a impressão que o rapaz também sentia medo deles, tanta era a
agitação e os gritos). Havia duas pessoas no barco, uma não sabia nadar e era a
que mais falava e fazia gestos, atrapalhando inclusive seu companheiro que
tentava posicionar o barco, terminando sempre remando em direção contraria. Foi
assim, consciente de não haver mais tempo nem ajuda para tentar salvá-lo, nadei
em sua direção segurando-o com minha mão esquerda seu pulso direito: Ele
tentava se apoiar e mim com sua mão esquerda, o que eu não poderia permitir de
forma alguma, iríamos os dois para o fundo do rio: Mesmo assim por umas vezes
tentou se agarrar em mim, era quando eu forçava seu braço para o alto e o
torcia pelo lado contrário, neutralizando sua clara e fatal intenção, a de se
apoiar em meu corpo. Meus movimentos para nos manter são redobrados, mais
braçadas e impulsos com os pés, não para nos mover, mas para que pudéssemos nos
manter com o rosto fora da água. Como uma gangorra, lá íamos nós, seu corpo só
força para baixo, tenho que alternadamente dar impulso para que ele respire,
para isso, acelero com toda força meus movimentos puxando-o para cima, enquanto
eu fico sob a água. Escolhi deixar que a correnteza forte nos levasse para a
margem, mesmo que fosse preciso permanecer mais tempo naquele sufoco; não havia
escolha, não conseguiria romper o rio em linha reta, seria demais exigido de
meu corpo e eu, com certeza não daria conta de sustentá-lo, dispor de mais
energias para continuar. Apesar de nossa
situação delicada tomar toda a atenção, dava para ouvir da margem e sobre a
ponte, os sussurros das pessoas preocupadas também. O importante não era saber
onde iríamos chegar a sair, eu precisava mantê-lo consciente. O fato de não
saber nadar, tornava seu corpo cada vez mais pesado aos mesmos riscos que ele:
Sentia nosso distanciamento da superfície devido à diminuição do brilho do sol;
não há mais claridade agora, me recordo muito bem, marcou profundamente em meu
ser a decisão que viria a tomar naquele instante: Pensei, será que consigo
ainda emergir e ajudá-lo? Decidi assim, chegamos até aqui, se você ficar sob as
águas, também ficarei. Recomecei meus movimentos em direção ao alto, sentia
mais seu peso, apesar de bem cansado podia perceber ainda forças em mim. próximos
da margem há uns quinze metros, a canoa se aproxima de nós, mas, se mantendo um
pouco distante; pretendiam ajudar, entretanto a cautela os impediam de se
chegar mais perto, preocupados em que pudéssemos ao nos apoiarmos nela,
provocar um acidente fazendo-a virar: Um deles, tendo em mãos uma vara de pesca,
estendeu-a em minha direção: Foi um grande erro, afundamos juntos, neste ato
deixo da nadar para nos mantermos sobre a água sem poder alternar nossas
respirações: agora, seu peso me puxava para baixo e estava sujeito aos mesmos
riscos que ele: Sentia nosso distanciamento da superfície devido à diminuição
do brilho do sol; não há mais claridade agora, me recordo muito bem, marcou
profundamente em meu ser a decisão que viria a tomar naquele instante: Pensei,
será que consigo ainda emergir e ajudá-lo? Decidi assim, chegamos até aqui, se
você ficar, também ficarei. Recomecei meus movimentos em direção ao alto,
sentia mais seu peso, apesar de bem cansado podia perceber ainda forças em mim.
Não via a luz, água escura e a cada segundo mais exausto, não haveria trégua em
meus movimentos mais exigidos então: Sinto uma ardência aguda em meus pulmões,
incômoda, mas não posso e não quero desistir; subindo, persistindo sem limites
de esforços, prosseguia, não conseguia pensar em nada, sentia a falta de ar,
mas nada podia fazer a não ser continuar: Despontam lentamente sinais de luz na
superfície sinto como se houvessem brasas em meu peito, faltava pouco,
conseguiria. Aproximávamo-nos do que mais gostaríamos de ter acima de tudo,
oxigênio. Não dá para esquecer, antes que saíssemos como apressadas boias sobre
a água, não havia controlado minhas decisões, tinha ingerido um pouco do
líquido vital, além da determinação, foi nossa aliada nos ajudando também. A
correnteza nos puxara um bom trecho enquanto tentávamos nos manter vivos: Podia
sentir sob meus pés as primeiras pedras, a margem estava mais próxima de nos
neste momento, a canoa também, mas não importava mais, mesmo assim se
aproximou, segurei em sua borda enquanto puxavam o rapaz, precisaram me ajudar
a subir. Lembro-me bem, o jovem relutou em subir, saiu correndo ainda com a
água na altura de seu joelho; dispersei-me entre as pessoas que se aglomeravam
próximas de nós e segui em sentido contrário de onde vinham, não demorou muito
para que eu desse um jeito de me mudar para outra cidade: Sem documentos,
dezessete anos, sem família, uma proibida e inocente paixão de adolescência
ficando para trás; parti em direção à São Paulo. E a vida continuou...
Nenhum comentário:
Postar um comentário