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Não falta solução para os problemas sociais — falta coragem para aplicá-las.

 

A política não falha por acaso, falha por conveniência.

Você, humano inteligente, criatura singular entre tantas outras na criação, orgulha-se de sua suposta liberdade natural de pensamento — acreditando que dela resultam escolhas sempre conscientes, capazes de gerar bons ou maus acontecimentos conforme a intenção.

Não é objetivo principal desta página — entre tantos temas mais amplos e merecedores de reflexão — dedicar espaço à política. Ainda assim, às vezes ela se impõe como síntese de tudo o que nos atravessa enquanto sociedade, mesmo não sendo um tema agradável a todos.

Erroneamente, agimos com frequência movidos por uma confiança excessiva. Acreditamos no acerto absoluto de nossas escolhas, independentemente do assunto, baseados apenas na certeza da própria razão — muitas vezes uma confiança cega, herdada de influências antigas, absorvidas sem o mínimo cuidado em reavaliar erros possíveis. Depositamos fé em antigos detentores de “verdades prometidas”, que raramente assumem compromisso real com realizações úteis, equilibradas e justas para todos os cidadãos.

Assim tem transcorrido, repetidamente e sem obrigação concreta, o exercício de uma das funções públicas mais ambicionadas: a presidência.
Não se aponta o caminho aos céus sem algo em troca — sejam oferendas, moedas ou submissão simbólica.

Ao tratar de sistemas políticos, antes de tomar partido em defesa ou rejeição de qualquer regime, o cuidado essencial deveria ser este: a quem ele realmente atende? Aos seus interesses individuais? À sua classe? A grupos específicos? Ou, de fato, ao conjunto da sociedade?

A democracia é valiosa. Garante liberdades fundamentais: desejar, sonhar, planejar o amanhã. Mas, na prática, o capitalismo impede que o objetivo básico da democracia se realize plenamente. Pode-se sonhar — não se sabe se será possível realizar.

Soluções para os problemas sociais existem?
Claro que sim.

Barrar elementos de caráter distorcido e intenções maliciosas em cargos decisórios públicos seria algo relativamente simples, se houvesse seriedade mútua entre candidatos e eleitores. Candidatos financiados por qualquer grupo de interesse deveriam ser automaticamente descartados. Da mesma forma, aqueles sem histórico ético verificável desde a juventude.

Mais ainda: promessas de campanha deveriam ser formalizadas em documentos públicos e juridicamente vinculantes. O não cumprimento implicaria responsabilização direta — inclusive com penhora de bens.

Pronto.
Simples.
O que falta não é inteligência coletiva, mas vontade real de romper com o teatro político que se repete há gerações.


Durante milênios, fomos ensinados a obedecer narrativas — enquanto poucos decidiam quem vive, quem morre e quem lucra com o silêncio.”

 A Humanidade Refém de Suas Próprias Mentiras

Quando Poucos Decidem e Milhares Perecem.

A Farsa da Autoridade: Religião, Poder e a Indústria da Guerra

Entre Deuses, Estados e Cadáveres: Uma Crítica à Consciência Manipulada

Durante milênios, a humanidade se deixou conduzir por narrativas moldadas ao gosto de poucos.
Aceitamos — muitas vezes sem questionar — a ideia de sermos “à semelhança de alguma divindade” e, com isso, passamos a justificar nossas ações mais cruéis sob a roupagem da “missão divina”, da “ordem superior” ou dos interesses daqueles que vivem nas penumbras de uma falsa tranquilidade. Esses mesmos que, ousadamente — eu diria descaradamente — se dizem representantes das divindades ou, quando não, proclama-se a própria divindade.

Perceba: nenhum deles é afeito ao trabalho pesado. Não empunham a foice nem a enxada para produzir o próprio alimento. De-me dinheiro, te mostro o caminho suave do céu. Sobrevivem solicitando. Vivem da intermediação. E observe ainda a cumplicidade silenciosa entre estadistas e lideres das religiões quando o assunto é moeda, dinheiro e poder. Não há cobrança mútua. Caminham juntos.

Pode parecer que esses temas não se relacionam, mas se entrelaçam profundamente quando compreendemos como atuam sobre a consciência humana. Os oráculos já eram instrumentos de manipulação. O confessionário também. Nenhum dos milhares de deuses aceitos ao longo da história resolveram as guerras, o sofrimento ou a brutalidade que provocamos por nossa displicência coletiva.

A evolução exige participação ativa de cada indivíduo. Se não fosse assim, teríamos nascido com uma única consciência e vários corpos. Aos desatentos, não basta afirmar: “Deus só há um, o meu”. Todos dirão o mesmo — ao mesmo tempo — e o mundo continuará sangrando.

Excetuando-se os desastres naturais, o futuro depende de nós.
Quer se sentir bem, com a sensação real de ter feito o bem a alguém? Então, não prove seu bom coração renunciando a bens ou dinheiro para intermediários dos céus. Eles não precisam. O que precisam é de trabalho. Se sentir necessidade de ajudar quem precisa, faça pessoalmente — e em mãos.

No entanto, o que se vê, de forma brutal e recorrente, é a total irresponsabilidade coletiva com o que realmente importa: a vida.
Milhares de pessoas continuam sendo sacrificadas todos os anos em guerras motivadas por caprichos, disputas de poder, interesses comerciais ou recursos naturais — nunca por uma necessidade legítima de defesa da dignidade humana.

A Organização das Nações Unidas (ONU), criada após a Segunda Guerra Mundial com o propósito nobre de evitar novos conflitos e promover a paz, tornou-se, ao longo do tempo, um organismo burocrático que, na prática, serve quase sempre aos interesses dos países que a financiam com maior força econômica e política.
Enquanto discursos ecoam em salões climatizados, bombas caem sobre comunidades indefesas.
Enquanto resoluções são “avaliadas”, crianças falecem sob os escombros da omissão.

A própria estrutura do Conselho de Segurança revela essa disfunção: cinco países detêm poder de veto absoluto — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — mesmo quando estão em jogo crimes contra a humanidade. Isso transforma a ONU num espectador privilegiado, paralisado por seus próprios pilares de poder.

Leis e tratados internacionais, por sua vez, são criados e aplicados mais em benefício de grupos específicos do que das nações enquanto coletivos humanos. O direito internacional, muitas vezes, é moldado por pressões econômicas e lobbies corporativos. A justiça global tornou-se seletiva. A impunidade de líderes que promovem massacres, ocupações ilegais e violências institucionais é um escárnio visível a qualquer cidadão minimamente ético.

O mundo precisa de um tribunal verdadeiramente autônomo e eficaz, com legitimidade para julgar e condenar líderes que atentam contra a paz — independentemente de nacionalidade, poderio militar ou peso econômico. Mais do que isso: o povo mundial precisa assistir, ao vivo e com todas as câmeras apontadas, esses líderes confrontando as consequências de suas decisões. Não por espetáculo, mas para pôr fim à farsa da impunidade.

Chegamos ao século XXI com tecnologia capaz de conectar bilhões de pessoas instantaneamente, mas ainda guiados por instintos primitivos e narrativas que alimentam ódio, segregação, ambição desenfreada e medo. Não é mais admissível que sejamos manipulados como peças de um jogo controlado por poucos.

Não se trata de escolher partidos ou bandeiras. Trata-se de escolher a vida, a justiça e a responsabilidade. Cada um de nós tem parte nesse processo. Calar é ser cúmplice.

Não defendo partidos políticos nem correntes ideológicas que reduzem o ser humano a mero instrumento de produção para sustentar a ociosidade de poucos improdutivos. Defendo a vida. Defendo a responsabilidade individual. Defendo a razão. E afirmo: nossa obrigação ética para com todas as formas de vida é urgente.

red9juarez

O maior controle sobre a humanidade nunca foi a força, mas o medo cuidadosamente ensinado

 


O maior controle sobre a humanidade nunca foi a força, mas o medo cuidadosamente ensinado
Na compreensão de uma criança, pouco importa quem fez as estrelas ou os beija-flores. Não importa se foram fruto de um projeto consciente ou consequência da química natural dos elementos primordiais deste universo do qual ainda sabemos tão pouco.
A orientação mais sublime que se pode oferecer a ela é simples e profunda: diante da dor, somos todos iguais — nas necessidades físicas e também nas psíquicas.

A benevolência não é herdada de deuses; quando existe no cotidiano, é fruto de seres humanos dotados de bom senso.
Observe a vida com a maestria de quem já não se deixa controlar pelo medo, pela submissão, pela ignorância ou pelo tédio. Não se assuste com palavras agourentas, negativas, carregadas de intenções manipuladoras, cujo único objetivo é enganar, tornar o indivíduo não funcional, sem discernimento, agindo como um robô.

Tente. Você é capaz de se libertar por si.
É possível compreender os mecanismos da intuição, da lógica e das regras funcionais que regem os seres vivos e toda a matéria existente. Neste universo, acontecimentos ocorrem independentemente das “verdades” que nos foram impostas. Muitas delas, travestidas de ensinamentos, conduziram gerações inteiras a viverem uma realidade folclórica, ilusória e enganosa.

Desprenda-se, ainda que por alguns instantes, das conclusões moldadas por condicionamentos e verdades distorcidas. Sabemos que poucos seres humanos praticam, de fato, boas relações e bondade genuína. Sabemos também que há aqueles que exercem violência contra semelhantes sem qualquer vestígio de arrependimento.
O que não pode passar despercebido — e muito menos sem indignação — é o contraste gritante entre essa realidade e as tentativas espalhafatosas de ludibriar a humanidade com inverdades cuidadosamente elaboradas, mantendo a consciência humana aprisionada a milhares de anos de atraso evolutivo.

Não é divagação alertar sobre os riscos de ouvir determinados “donos da verdade”, sobretudo quando falam sobre a existência da vida e seus sentidos.
Observamos manifestações de afeto entre crias e seus progenitores em praticamente todas as espécies. No entanto, o comando biológico pela sustentação da vida é brutal. Não há nele nada de divino, nada de bondoso, nada que se assemelhe ao amor romantizado que tanto proclamamos.

Muitas espécies devoram suas presas ainda vivas, lutando para escapar, sem qualquer chance de defesa.
Então surgem os sabedores dos mistérios da vida afirmando: “isso é equilíbrio ecológico.
Dizem tratar-se de um estado de estabilidade dinâmica entre fatores bióticos e abióticos, garantindo a biodiversidade por meio da predação e da ciclagem de nutrientes. Traduzindo de forma simples: para a vida se manter em equilíbrio, basta que uma criatura devore a outra, mesmo ainda viva.

Não há fantasia aqui. A vida é, sim, cruel.
O melhor a fazer é tentar vivê-la da melhor forma possível: respeitar profundamente as crianças, evitar inimizades, afastar-se de vícios, cuidar do corpo e da mente. Não fazer refeições pesadas antes de dormir, pois a máquina humana precisa se recompor. Corpo saudável reflete-se em um rosto onde a felicidade transborda.

Liberte-se dos monstros e dos falsos deuses criados pelos próprios homens. Seja feliz — isso não custa nada.
Transforme sua mente e seu corpo em um templo para tudo aquilo de bom que você descobrir por si.

Demônios não existem. Viva sem medo.
Não devemos nada a entidades inexistentes. Todos faleceremos um dia, e nossa consciência certamente se apegará àquilo que pensamos e praticamos de bom. Esforce-se para viver feliz.

Abandone a ideia de que algum deus mataria o próprio filho para agradar à humanidade, criando uma dívida eterna.
Essa suposta verdade tornou as espécies mais pacíficas?
Sem recorrer a mistérios ou dogmas, responda com honestidade: é possível perceber, ainda que minimamente, a farsa sustentada por esses contos?

red9juarez

Nenhum regime falha sozinho: ele apenas revela, em escala, as falhas humanas de quem o conduz

 

Opinar sobre sistemas políticos sem compreender suas falhas estruturais é repetir discursos prontos, não exercer pensamento crítico.

Antes de defender qualquer sistema, é preciso coragem para admitir: quase nenhuma de nossas convicções nasceu verdadeiramente livre.

Um resumo comparativo entre democracia, anarquia, comunismo, ditadura e outros sistemas ou regimes.

Democracia, sobre...

Antes de qualquer comentário espontâneo — frequentemente motivado por classe social, posição econômica ou ocupação profissional — é necessário reconhecer que poucas de nossas observações são, de fato, opiniões puramente individuais. Grande parte do que pensamos resulta de influências externas: do meio em que vivemos, dos princípios familiares, dos círculos sociais e, principalmente, dos meios de comunicação, que exercem papel decisivo na formação das escolhas e percepções coletivas.

Para sustentar a relevância desta reflexão sobre os diferentes sistemas sociais, é indispensável compreender os múltiplos pontos de vista que coexistem em uma sociedade. O entendimento, a aceitação e a capacidade de compreender cada contexto são fundamentais para qualquer análise honesta. Independentemente do país ou do regime adotado, uma sociedade só se torna funcional quando respeita uma ordem universal de harmonia — não associada a mitos, mas à organização material e concreta da vida social. Quando essa ordem falha, o resultado inevitável é o caos.

Um dos pilares essenciais para uma estrutura social saudável é a redução de divergências que fragmentam a coletividade. A multiplicação de interesses particulares tende a enfraquecer o senso de bem comum, abrindo espaço para disputas internas que comprometem a funcionalidade do sistema. Não existem, em essência, regimes absolutamente bons ou ruins; as falhas residem, majoritariamente, na condução e na gestão. Qualquer sistema, se bem administrado, pode resultar em estabilidade e tranquilidade social.

A análise das falhas do regime democrático capitalista — frequentemente denominado democracia liberal — ocupa posição central nos estudos da ciência política, da sociologia e da economia. Embora esse modelo tenha produzido crescimento econômico e assegurado liberdades individuais em diversas regiões do mundo, estudiosos apontam contradições estruturais que comprometem sua promessa de equidade.

Entre as falhas mais evidentes está a mercantilização de bens fundamentais. Quando água, moradia, saúde e educação são tratados exclusivamente como produtos de lucro, parcelas significativas da população são excluídas da chamada “cidadania plena” por não possuírem renda suficiente. A busca incessante por eficiência e competitividade também contribui para a precarização do trabalho, exemplificada pela chamada “uberização”, em que direitos sociais são dissolvidos em nome da flexibilidade econômica.

Quando as instituições falham em promover bem-estar real, abre-se espaço para lideranças populistas que prometem soluções simples para problemas complexos, frequentemente atacando pilares democráticos como o Judiciário e a imprensa. Soma-se a isso o foco excessivo na reeleição: governantes tendem a priorizar medidas de curto prazo — ou a aparência de resultados — em detrimento de políticas estruturais, como reformas educacionais ou ambientais, cujos efeitos demandam décadas.

O estímulo ao consumismo imediato e ao crescimento contínuo do Produto Interno Bruto frequentemente entra em conflito direto com a sustentabilidade ambiental. Nesse cenário, emerge a chamada captura do Estado, ou capitalismo de compadrio, caracterizada pela relação íntima entre grandes corporações e o poder público.

Esse fenômeno se manifesta por meio da privatização do interesse público, quando leis e regulações passam a proteger setores específicos, criando monopólios e distorções de mercado. As chamadas “portas giratórias”, nas quais políticos se tornam lobistas — e lobistas se tornam políticos —, aprofundam conflitos de interesse e corroem a confiança nas instituições.

A desigualdade econômica, por sua vez, expõe uma contradição fundamental da democracia: embora o princípio seja “uma pessoa, um voto”, o poder de influência política não é distribuído de forma igualitária. Indivíduos e corporações com maior poder financeiro exercem influência desproporcional sobre decisões políticas por meio de lobby, financiamento de campanhas e controle dos meios de comunicação.

Assim, a igualdade democrática torna-se apenas formal — válida no papel — enquanto, na prática, persistem abismos no acesso à educação, à saúde, à justiça e às oportunidades. Diante disso, torna-se imprescindível estudar, dialogar e compreender profundamente esses sistemas antes de emitir julgamentos simplistas. Somente por meio do conhecimento e da reflexão crítica é possível opinar de maneira responsável sobre um tema tão complexo e determinante para o futuro coletivo.


Uma reflexão crítica sobre grupos de influência, poder simbólico e a fragilização do bem comum

 

Quando o interesse privado ocupa o espaço público.





Tudo aquilo que conhecemos — e tudo o que nos propomos a criar — apresenta, inevitavelmente, dois lados. Não há exceções. A própria existência humana se constrói nesse equilíbrio instável entre intenção e consequência, entre discurso e prática. A observação que se impõe, no entanto, é clara: o ser humano raramente cria algo que não vise, de alguma forma, obter vantagens.

Essa constatação não nasce de um juízo moral simplista, mas de uma leitura histórica e social recorrente. Grupos organizados, em especial, tendem a se estruturar menos para atender às necessidades amplas da sociedade e mais para fortalecer projetos particulares. A assistência social oferecida, quando existe, quase sempre ocupa um papel secundário diante dos benefícios internos conquistados por seus membros.

Não é coerente — nem eticamente aceitável — que coletivos se consolidem ocupando espaços públicos, cargos estratégicos e posições de influência por meio de relações de pressão, favorecimento ou, em certos casos, chantagem velada. Esse mecanismo não é uma suposição isolada, mas um fenômeno amplamente reconhecido: em diversos setores públicos, é comum a presença de membros vinculados a grupos independentes que operam paralelamente ao Estado formal, aquele que deveria existir exclusivamente a partir da escolha e do interesse dos cidadãos.

A fidelidade desses indivíduos não se orienta pela sociedade na totalidade, mas pelo grupo ao qual pertencem. Esse fato, por si só, revela a fragilidade do pacto coletivo. Quando interesses privados passam a guiar decisões públicas, a estrutura do Estado se fragmenta, ainda que continue a existir oficialmente.

O exemplo de organizações como o Rotary Club ilustra bem essa lógica. A presença ostensiva de seus símbolos em pontos estratégicos das cidades — como entradas e locais públicos — demonstra uma apropriação simbólica de espaços que pertencem a todos. Em vez de monumentos ou iniciativas que expressem valores universais da comunidade, promove-se a identidade de um grupo específico.

Essas engrenagens expostas nas entradas das cidades não promovem, de fato, o bem-estar coletivo. Não representam políticas públicas, nem conquistas sociais amplas. Pouco ou quase nada realizam, por exemplo, em contextos de conflito e guerra em favor da paz concreta entre os povos. Seu funcionamento cotidiano concentra-se majoritariamente na absorção de novos membros contribuintes e na manutenção de sua própria influência.

Em uma sociedade organizada por leis construídas a partir da vontade coletiva, não seguir regras comuns não é apenas inadequado — pode ser considerado crime. A criação e a aplicação das leis devem refletir os costumes, as necessidades e os valores da sociedade em sua totalidade, e não sofrer interferência de grupos específicos que operam à margem do interesse público.

Quando a legislação passa a ser moldada por pressões privadas, o princípio democrático se esvazia. O Estado deixa de ser uma representação legítima da sociedade e se transforma em um campo de disputa silenciosa entre interesses organizados. Esse desvio não ocorre abruptamente, mas se infiltra lentamente, naturalizado pela repetição e pelo silêncio.

Reconhecer essa dinâmica não é um ataque gratuito as instituições ou associações, mas um chamado à lucidez. A verdadeira evolução social exige transparência, responsabilidade coletiva e a recusa consciente de qualquer estrutura que se beneficie do espaço comum sem devolver à sociedade um valor equivalente e real.

red9juarez

Não falta solução para os problemas sociais — falta coragem para aplicá-las.

  A política não falha por acaso, falha por conveniência. Você, humano inteligente, criatura singular entre tantas outras na criação, orgulh...