PARTE 1
1. Se a vida é paradoxal, ela se torna um problema; se não o é, um segundo problema se instala — numa sensação igualitária que substitui o primeiro.
2. A vida, como a conhecemos em nosso planeta, em sua grande maioria de formas, básica e obrigatoriamente depende dos meios naturais existentes para perdurar.
3. Pássaros não acumulam alimentos — pairam no ar, procriam e tratam de suas crias com dedicação total. Não fazem orações ou penitências, mas denotam prazer e satisfação com a vida por meio de seus cantos e, podemos dizer, de suas peraltices pelo ar.
4. Agora, sem divagar — igualmente como seres humanos em quase toda sua totalidade, crentes de tudo compreenderem sobre todas as coisas —, não generalizando, mas: a leviandade, o egocentrismo e a vaidade rompem os limites do bom senso, explodindo em asneiras ao ponto de confrontarem os próprios mitos oriundos de suas fantasias criadas. Absurdamente, folclores gerados por ociosos forçam a imaginação doentia daqueles que existem como vermes, citando seus semelhantes como servos escravos e, os diferentes, como desconsiderados pelas próprias crenças que ajudaram a construir.
5. Isso resulta, sempre, nas próximas gerações: aversão contra outras etnias, formando bebês — futuros adultos — com rejeição ao apoio antirracial e a todo tipo de maldade possível, inclusive a carnificina sem piedade com outros seres humanos.
6. As divergências latentes sobre o entendimento e os pontos de vista acerca da compreensão de Deus, deuses e mitos, obrigatoriamente precisam ser de interesse e questionamento de todo ser humano. Não se pode permitir que critérios venenosos fiquem aos cuidados de pequenos grupos — ou mesmo que sejam grandes.
7. Como viver em comunhão com o universo e com os semelhantes é uma questão que, pela própria concepção existencial racional, não é proibido — como eu disse — deixar aos cuidados de outros, seus compromissos com sua própria vida, torná-lo-á escravo.