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Vergonhosamente, nós, adultos, ainda não fizemos jus aos primeiros sinais de aprimoramento intelectual — esse, limite entre o primitivo e a consciência, um arranjo surgido do processo químico natural resultante dos elementos que compõem este universo de energia e matéria.

A você que lê este trabalho, solicito atenção na interpretação deste conteúdo. Procuro apresentá-lo de modo que não se torne mais um mecanismo indutor, desses que tentam convencer alguém a aceitar argumentos disfarçados, recheados de divagações, palavras confortantes ou enganadoras. 

Não faço parte de nenhum grupo religioso ou político; não se trata de alienação ou antissociabilidade. Somente tento compreender, à minha maneira, o que acontece com os seres humanos — criaturas tão abastecidas de meios e recursos para existirem, viverem em harmonia, felizes e livres de sofrimentos criados por elas mesmas.

A gravidade, sem opção de escolha ou o recurso da imaginação, mantém as massas em seus lugares. Então por que nós, convencidos de nossa importância, perfeição divina ou suposta maravilha universal, nos tornamos — sem exceção — cúmplices de tudo que há de mal em nossa própria sociedade? 

Nem mesmo os animais, que agem com violência por pura necessidade e sobrevivência, podem ser comparados a nós. Eles devoram outros ainda vivos porque são obrigados; nós, ao contrário, provocamos dificuldades e sofrimentos alheios por capricho, conveniência ou escolha.

Com todo o tempo à disposição — para não dizer, a eternidade — e sem cobranças urgentes, deixamos de cumprir a sequência lógica do que chamamos de evolução, especialmente no sentido de aperfeiçoamento interior.

Aos amantes da violência, da ganância e da desordem — instigadores e fomentadores da dor alheia para manter seus privilégios e o conforto de suas ociosidades — caberia outra reflexão. Em vez de criarem pretextos para matar outros, deveriam voltar-se contra si, realizando ao máximo o grotesco prazer de sua necessidade doentia e seu desequilíbrio existencial.

Não existe definitivamente uma regra a ser seguida, mas, muitas a serem exploradas. (Um convite a enxergar além das ilusões que moldam nosso comportamento e travam a evolução humana).


Até quando continuaremos vivendo com uma venda nos olhos, ignorando os pedidos de socorro que ecoam de todos os cantos deste planeta? Quantos ainda serão martirizados pela negligência de líderes ociosos, parasitas que vivem às custas do sofrimento alheio? 

Seguimos enclausurados em nossos próprios mundos, trancados em nossas mentes e lares, interpretando qualquer reação de resistência como vandalismo, somente porque ameaça a frágil sensação de ordem na qual insistimos acreditar. Refugiados em certezas artificiais, fingimos estar protegidos, quando, na verdade, somos parte da engrenagem que mantém tudo exatamente como está. 

Falar sobre educação infantil sempre será um terreno delicado, justamente porque nelas — nas crianças — repousam o destino das nações e, talvez, de toda a humanidade. São nelas que surgirão os novos líderes. Por isso, costuma-se imaginar que a melhor forma de promover avanços materiais, filosóficos e sociais esteja nos primeiros anos da vida de cada criança. Contudo, como tudo está sob o controle dos adultos, esse caminho torna-se confuso e muitas vezes distorcido. 

Não temo repetir ideias que outros já disseram; não por falta de originalidade, mas porque nunca tive intenção de plagiar pensamentos ou sugestões. Há muito tempo, a sociedade humana deveria ter experimentado outro modelo de convivência, um paradigma verdadeiramente voltado ao bem comum deste planeta. Quem sabe não perdemos uma oportunidade decisiva quando certos baderneiros milenares — marginais de verdade — se fizeram passar por semideuses, espalhando discursos supostamente sábios, moldados para favorecer somente os grupos aos quais pertenciam? 

É importante lembrar que a cultura acadêmica qualifica profissionalmente, mas não garante, por si só, um ser humano melhor em convivência e respeito. Frequentemente, ela serve somente para facilitar a ascensão de alguns aos seus objetivos materiais. O verdadeiro aprimoramento, o único capaz de gerar harmonia social, está na integração real dos interesses e preocupações em prol do bem comum. 

O ser humano de hoje, apesar de suas falhas, é incomparavelmente mais informado que aquele que um dia se curvou cegamente diante de sanguessugas e egocêntricos exploradores da ignorância coletiva. Mesmo que, hipoteticamente, fosse separado de suas tecnologias por alguns instantes, não retornaria ao primitivismo; seria, sim, um cidadão mais esclarecido, sem medo de sombras, trovões ou de antigos mitos que dominaram nossos primeiros passos como espécie — mitos criados para preencher o vazio deixado pela falta de conhecimento e por uma imaginação ainda em formação. 







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