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Durante milênios, fomos ensinados a obedecer narrativas — enquanto poucos decidiam quem vive, quem morre e quem lucra com o silêncio.”

 A Humanidade Refém de Suas Próprias Mentiras

Quando Poucos Decidem e Milhares Perecem.

A Farsa da Autoridade: Religião, Poder e a Indústria da Guerra

Entre Deuses, Estados e Cadáveres: Uma Crítica à Consciência Manipulada

Durante milênios, a humanidade se deixou conduzir por narrativas moldadas ao gosto de poucos.
Aceitamos — muitas vezes sem questionar — a ideia de sermos “à semelhança de alguma divindade” e, com isso, passamos a justificar nossas ações mais cruéis sob a roupagem da “missão divina”, da “ordem superior” ou dos interesses daqueles que vivem nas penumbras de uma falsa tranquilidade. Esses mesmos que, ousadamente — eu diria descaradamente — se dizem representantes das divindades ou, quando não, proclama-se a própria divindade.

Perceba: nenhum deles é afeito ao trabalho pesado. Não empunham a foice nem a enxada para produzir o próprio alimento. De-me dinheiro, te mostro o caminho suave do céu. Sobrevivem solicitando. Vivem da intermediação. E observe ainda a cumplicidade silenciosa entre estadistas e lideres das religiões quando o assunto é moeda, dinheiro e poder. Não há cobrança mútua. Caminham juntos.

Pode parecer que esses temas não se relacionam, mas se entrelaçam profundamente quando compreendemos como atuam sobre a consciência humana. Os oráculos já eram instrumentos de manipulação. O confessionário também. Nenhum dos milhares de deuses aceitos ao longo da história resolveram as guerras, o sofrimento ou a brutalidade que provocamos por nossa displicência coletiva.

A evolução exige participação ativa de cada indivíduo. Se não fosse assim, teríamos nascido com uma única consciência e vários corpos. Aos desatentos, não basta afirmar: “Deus só há um, o meu”. Todos dirão o mesmo — ao mesmo tempo — e o mundo continuará sangrando.

Excetuando-se os desastres naturais, o futuro depende de nós.
Quer se sentir bem, com a sensação real de ter feito o bem a alguém? Então, não prove seu bom coração renunciando a bens ou dinheiro para intermediários dos céus. Eles não precisam. O que precisam é de trabalho. Se sentir necessidade de ajudar quem precisa, faça pessoalmente — e em mãos.

No entanto, o que se vê, de forma brutal e recorrente, é a total irresponsabilidade coletiva com o que realmente importa: a vida.
Milhares de pessoas continuam sendo sacrificadas todos os anos em guerras motivadas por caprichos, disputas de poder, interesses comerciais ou recursos naturais — nunca por uma necessidade legítima de defesa da dignidade humana.

A Organização das Nações Unidas (ONU), criada após a Segunda Guerra Mundial com o propósito nobre de evitar novos conflitos e promover a paz, tornou-se, ao longo do tempo, um organismo burocrático que, na prática, serve quase sempre aos interesses dos países que a financiam com maior força econômica e política.
Enquanto discursos ecoam em salões climatizados, bombas caem sobre comunidades indefesas.
Enquanto resoluções são “avaliadas”, crianças falecem sob os escombros da omissão.

A própria estrutura do Conselho de Segurança revela essa disfunção: cinco países detêm poder de veto absoluto — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — mesmo quando estão em jogo crimes contra a humanidade. Isso transforma a ONU num espectador privilegiado, paralisado por seus próprios pilares de poder.

Leis e tratados internacionais, por sua vez, são criados e aplicados mais em benefício de grupos específicos do que das nações enquanto coletivos humanos. O direito internacional, muitas vezes, é moldado por pressões econômicas e lobbies corporativos. A justiça global tornou-se seletiva. A impunidade de líderes que promovem massacres, ocupações ilegais e violências institucionais é um escárnio visível a qualquer cidadão minimamente ético.

O mundo precisa de um tribunal verdadeiramente autônomo e eficaz, com legitimidade para julgar e condenar líderes que atentam contra a paz — independentemente de nacionalidade, poderio militar ou peso econômico. Mais do que isso: o povo mundial precisa assistir, ao vivo e com todas as câmeras apontadas, esses líderes confrontando as consequências de suas decisões. Não por espetáculo, mas para pôr fim à farsa da impunidade.

Chegamos ao século XXI com tecnologia capaz de conectar bilhões de pessoas instantaneamente, mas ainda guiados por instintos primitivos e narrativas que alimentam ódio, segregação, ambição desenfreada e medo. Não é mais admissível que sejamos manipulados como peças de um jogo controlado por poucos.

Não se trata de escolher partidos ou bandeiras. Trata-se de escolher a vida, a justiça e a responsabilidade. Cada um de nós tem parte nesse processo. Calar é ser cúmplice.

Não defendo partidos políticos nem correntes ideológicas que reduzem o ser humano a mero instrumento de produção para sustentar a ociosidade de poucos improdutivos. Defendo a vida. Defendo a responsabilidade individual. Defendo a razão. E afirmo: nossa obrigação ética para com todas as formas de vida é urgente.

red9juarez

Durante milênios, fomos ensinados a obedecer narrativas — enquanto poucos decidiam quem vive, quem morre e quem lucra com o silêncio.”

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