A Humanidade Refém de Suas Próprias Mentiras
Quando Poucos Decidem e Milhares Perecem.
A Farsa da Autoridade: Religião, Poder e a Indústria da Guerra
Entre Deuses, Estados e Cadáveres: Uma Crítica à Consciência Manipulada
Perceba: nenhum deles é afeito ao trabalho pesado. Não empunham a foice nem a enxada para produzir o próprio alimento. De-me dinheiro, te mostro o caminho suave do céu. Sobrevivem solicitando. Vivem da intermediação. E observe ainda a cumplicidade silenciosa entre estadistas e lideres das religiões quando o assunto é moeda, dinheiro e poder. Não há cobrança mútua. Caminham juntos.
Pode parecer que esses temas não se relacionam, mas se entrelaçam profundamente quando compreendemos como atuam sobre a consciência humana. Os oráculos já eram instrumentos de manipulação. O confessionário também. Nenhum dos milhares de deuses aceitos ao longo da história resolveram as guerras, o sofrimento ou a brutalidade que provocamos por nossa displicência coletiva.
A evolução exige participação ativa de cada indivíduo. Se não fosse assim, teríamos nascido com uma única consciência e vários corpos. Aos desatentos, não basta afirmar: “Deus só há um, o meu”. Todos dirão o mesmo — ao mesmo tempo — e o mundo continuará sangrando.
A própria estrutura do Conselho de Segurança revela essa disfunção: cinco países detêm poder de veto absoluto — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — mesmo quando estão em jogo crimes contra a humanidade. Isso transforma a ONU num espectador privilegiado, paralisado por seus próprios pilares de poder.
Leis e tratados internacionais, por sua vez, são criados e aplicados mais em benefício de grupos específicos do que das nações enquanto coletivos humanos. O direito internacional, muitas vezes, é moldado por pressões econômicas e lobbies corporativos. A justiça global tornou-se seletiva. A impunidade de líderes que promovem massacres, ocupações ilegais e violências institucionais é um escárnio visível a qualquer cidadão minimamente ético.
O mundo precisa de um tribunal verdadeiramente autônomo e eficaz, com legitimidade para julgar e condenar líderes que atentam contra a paz — independentemente de nacionalidade, poderio militar ou peso econômico. Mais do que isso: o povo mundial precisa assistir, ao vivo e com todas as câmeras apontadas, esses líderes confrontando as consequências de suas decisões. Não por espetáculo, mas para pôr fim à farsa da impunidade.
Chegamos ao século XXI com tecnologia capaz de conectar bilhões de pessoas instantaneamente, mas ainda guiados por instintos primitivos e narrativas que alimentam ódio, segregação, ambição desenfreada e medo. Não é mais admissível que sejamos manipulados como peças de um jogo controlado por poucos.
Não se trata de escolher partidos ou bandeiras. Trata-se de escolher a vida, a justiça e a responsabilidade. Cada um de nós tem parte nesse processo. Calar é ser cúmplice.
Não defendo partidos políticos nem correntes ideológicas que reduzem o ser humano a mero instrumento de produção para sustentar a ociosidade de poucos improdutivos. Defendo a vida. Defendo a responsabilidade individual. Defendo a razão. E afirmo: nossa obrigação ética para com todas as formas de vida é urgente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário