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“A humanidade já venceu predadores, doenças e desafios da natureza — mas ainda precisa vencer as próprias ilusões.”

 

“Sobreviver foi adaptação. Aprender a conviver será a verdadeira evolução.”


Talvez, caso não destruamos as chances de existir no futuro — sem descartarmos também a possibilidade de sermos nós mesmos os responsáveis por eliminar esse futuro — precisemos compreender algo fundamental: o tempo que imaginamos eterno pode não nos conceder tantas oportunidades quanto pensamos.

Para que a humanidade continue existindo, é necessária uma certa sincronia entre os seres humanos. Caso continuemos guiados apenas por comportamentos e atitudes primitivas, a insatisfação com a vida e com o próprio viver continuará desmoronando famílias, abalando a estabilidade econômica e social e alimentando conflitos entre países ao redor do planeta.

Cidadãos se dividem com facilidade, muitas vezes por diferenças mínimas de opinião. No entanto, defendo as diferenças de personalidade e a importância da individualidade. É justamente essa diversidade que impede que um erro seja generalizado como se todos fossem iguais. Hoje somos cerca de nove bilhões de pessoas; se fôssemos idênticos, seríamos apenas cópias uns dos outros.

A vida em coletividade facilita a união e a proteção de um povo contra predadores. Essa observação serve para lembrar que devemos permanecer atentos aos riscos que nos cercam. A organização em grupos e comunidades praticamente eliminou os grandes predadores naturais, e a ciência tem nos ajudado a enfrentar outros inimigos: bactérias, vírus e inúmeras ameaças à saúde.

A ciência nos protege dos males físicos. Porém, se desejamos fazer jus à racionalidade que possuímos, precisamos compreender uma distinção importante: evolução não é o mesmo que adaptação.

Modificar o corpo para sobreviver é adaptação.
Viver de forma harmoniosa, interagindo com satisfação e respeito entre todos, isso sim é evolução.

Quando um ser deixa a água para viver em terra, ocorre adaptação.
Quando uma sociedade aprende a conviver melhor consigo mesma, ocorre evolução.

Permita também que as dúvidas tenham espaço dentro de você. Pode parecer estranho, mas muitas vezes são as dúvidas que abrem caminhos para aprendermos com as certezas que surgem depois, evitando erros e problemas.

Somos cúmplices quando permanecemos indiferentes às matanças de crianças em confrontos bárbaros gerados por guerras e por políticas manipuladas por humanos covardes — frequentemente movidos por poder, vaidade e interesses pessoais, mesmo quando ocupam cargos para os quais deveriam servir à sociedade.

Não podemos aceitar, por indiferença ou passividade, que grupos nos envolvam em mentiras e fantasias, prometendo céus e paraísos em algum outro destino após a morte.

A própria existência já nos impõe desafios suficientes: doenças, intempéries, perdas de amigos e familiares. Ainda mais cruel é a morte de crianças nas guerras.

Crianças não escolhem seus líderes, nem seus mitos ou totens.

A existência humana pode ser dura. Por isso mesmo devemos abandonar fantasias e mentiras folclóricas. Não podemos enfeitar a vida com ilusões que dificultam o entendimento da realidade. Com mentiras jamais construiremos justiça ou uma convivência melhor.

A ideia de deuses sanguinários que cobram sofrimento como punição pelos atos humanos não passa de uma construção explorada por oportunistas.

Mitos e fantasmas que prometem resolver problemas reais precisam ser superados pela cultura humana.

Se alguém deseja viver apenas de rumores e crenças herdadas, é uma escolha. Mas vale a experiência de observar a própria realidade com a capacidade natural de discernimento que cada ser humano possui.

Apesar de tudo, há também um convite simples:

Seja feliz.
Permita-se sorrir diante das coisas boas da vida.
E enfrente, com coragem, aquilo que precisa ser resolvido.

Você não voa como os pássaros — mas pode ir muito mais longe com a sua imaginação.

Quanto ao “pecado”, talvez seja apenas uma invenção cultural.

Moral e ética mudam com o tempo, mas ainda assim precisam ser respeitadas para garantir a convivência.

Respire fundo.
Relaxe a mente.

E liberte-se dos condicionamentos que limitam a força do seu pensamento racional.

Red9Juarez


“Se uma palavra puder aquecer uma consciência como o sol aquece a vida, sem feri-la, então já valeu a pena escrevê-la.”

Escrevo não para convencer, mas para convidar à reflexão. A todos que têm dedicado alguns instantes de seu tempo para ler, refletir e intera...