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Uma reflexão direta e profunda sobre as ilusões que criamos para suportar a existência — e sobre o amor real que podemos construir neste planeta.

 O ser humano precisa compreender — queira ou não — que aquilo que presencia na natureza, com seus sentidos limitados, existe somente para atender às suas necessidades vitais e permitir que a vida física prossiga.  

Por isso, não resolve, nem ajuda em nada, adornar a realidade com delírios imaginários, tentando enxergar beleza onde não há. Se alimentar-se de outros seres vivos é considerado divino e expressão da vontade de algum deus perfeito, então jamais será possível compreender essa contradição. 

Entenda: a busca por um protetor, por um deus, nasce da necessidade humana de amparo — um reforço psicológico construído pela própria inteligência, moldada pelos efeitos das energias, elementos e matérias sempre em transformação neste cosmos 

Assim, divindades tornam-se recursos simbólicos criados para atender, em nossa concepção, às necessidades ilusórias de conforto e esperança. 

Imaginamos um lugar especial reservado para todos nós, onde continuaríamos a existir com doçura e privilégios acima de toda outra forma de vida, como se fôssemos escolhidos.  

No entanto, todas as espécies que já existiram neste planeta — exceto o ser humano — jamais dependeram de criaturas celestes ou diabólicas para sentirem segurança ou propósito.  

Somente nós buscamos essas figuras, movidos não por escolha, mas pela amplitude emocional que vai da maldade à bondade extrema, ambas naturais e circunstanciais. 

Cultive o amor que nasce de nós mesmos; liberte-se dos amores divinos que aceitam a dor e ignoram as presas indefesas. 
Trate bem as crianças: ensine-as, proteja-as, ajude-as a superar tendências instintivas nocivas. 
 

Ame, da melhor forma possível, o planeta — junto dos animais e dos vegetais que tornam a vida possível. 

 red9juarez

A Grande Mentira: Como Nos Tornaram Culpados Pelo Que Nunca Criamos”

 

O Fardo Inventado: A Ilusão Que Enfraqueceu a Consciência Humana

Despertar da Razão: Libertando a Humanidade da Culpa Fabricada

Ilusionistas fanfarrões intoxicaram a essência humana com fábulas e fantasias que atravessaram passado, presente e futuro. Afirmaram, sem pudor, que para usufruir da magnificência natural — gratuita, abundante e existente por si só — os demais precisariam atravessar quase um corredor da morte. Essa pegadinha criminosa, instalada nos ensinamentos e perpetuada na cultura, induziu gerações a acreditar que os humanos seriam os responsáveis por todos os males sociais e naturais.

Nada disso. A violência entre animais não é nossa responsabilidade; tampouco os fenômenos naturais, os ciclos de destruição e renascimento, ou o movimento inevitável da vida. A ociosidade torna alguns servis, enquanto outros se aproveitam dela para manter privilégios.

Estrelas perecem, pássaros cessam seu canto, flores perdem o aroma e murcham. Tudo tem seu tempo de esplendor.
Acorde. Tire a venda dos olhos. Lembre-se: ao ignorarmos nossos instintos, nossa razão e nosso bom senso, a displicência nos transformou em meras marionetes.

Não criamos a morte, a vida, o universo ou as explosões planetárias. Não inventamos a guerra — somente a mantemos. Formigas atacam outros formigueiros; a diferença está na nossa irresponsabilidade de não agirmos conforme a inteligência que possuímos.

O ser humano é isento dessa aberração chamada “pecado”. Observe: na natureza, a violência é regra — e não fomos nós que a criamos.
O que oportunistas, marginais e manipuladores construíram foi uma psique coletiva culpada, submissa e assustada, disposta a acreditar que todo mal é sua culpa — e que, em certos casos, deveria até “nascer de novo” para pagar dívidas perante alguma entidade divina. Pura manutenção do medo.

Viva sem temores. Use seu bom senso diante de suas atitudes.
O bom senso é como a dor: universal, acessível a todos.
E não é impossível criar condições para melhorar a vida no mundo. Basta não sermos egoístas e compreender — antes de aceitar — que este planeta maravilhoso possui tudo para todos.


Uma reflexão lúcida sobre nossa herança ancestral, nossas escolhas e as ilusões que ainda carregamos. Um convite direto à consciência, à razão e à liberdade interior.

 

Ao revisitarmos nossos ancestrais, percebemos que muito do que somos hoje foi moldado há milhares de anos: nossos instintos, nossos medos, nossa cooperação e até nossos desvios. Este texto faz um retorno às origens para compreender o humano moderno — suas virtudes, erros, ilusões e possibilidades de viver com mais clareza, responsabilidade e verdade. Uma leitura para quem busca sentido sem máscaras. 

Nós, humanos modernos, compartilhamos muitas características com nossos ancestrais — tanto físicas quanto comportamentais. Os hominídeos, o Homo habilis e o Homo erectus desenvolveram habilidades fundamentais que ainda influenciam nossas vidas. O uso de ferramentas, a linguagem e a cooperação em grupo não foram apenas avanços evolutivos; foram marcos que moldaram profundamente a civilização humana. 

Nossa evolução não nos trouxe apenas adaptações físicas, como o bipedalismo e o aumento da capacidade cerebral. Ela também modelou nosso comportamento social e cultural, permitindo que, de várias formas, ainda sejamos semelhantes aos nossos ancestrais. As diferenças aparecem apenas em alguns poucos aspectos — especialmente nas escolhas que fazemos. 

Os animais, por exemplo, matam por necessidade: sozinhos ou em grupo, devoram suas presas ainda vivas para garantir a sobrevivência. Eles experimentam alegria, tristeza, afeto, bom e mau-humor, e até expressam compaixão entre membros da mesma espécie. Entre humanos, embora não se possa generalizar, o comportamento não é tão distinto assim em certos quesitos. Mas, ao contrário dos animais, não agimos apenas por sobrevivência. Temos escolhas — e nem sempre escolhemos bem. 

Já houve tempos de saques, matanças e até canibalismo. Hoje, continuam as mortes motivadas por ambição ou criminalidade, sempre justificadas por argumentos bárbaros. Tentar compreender todos os enigmas desta existência é, muitas vezes, perda de tempo — um caminho mal escolhido por quem ignora a experiência daqueles que já viveram o suficiente para entender algo essencial: a tolerância, e não a passividade, é o que traz paz à vida. 

É preciso cuidado para não ser conduzido cegamente por quem promete “o caminho certo” em troca de moedas, oferecendo respostas ProntasIlusões celestes ou felicidades condicionadas. A mim também tentaram vender essa mentira milenar. 

Quer se aproximar de uma razão sólida para viver em comunhão e bem-estar — e sem dívidas espirituais inventadas? Comece com você. Sorria sempre que puder. Sem sustentar tristezas por tempo demais. Não se martirize por amores perdidos. Quando se sentir tenso, faça um simples exercício: conte mentalmente do 13 ao 1, lentamente, mantendo o foco apenas nisso. Sua respiração se tornará suave, quase como se você flutuasse. 

Memorize quem você é. Reconheça-se como único — uma verdade que, apesar de tantas palavras vazias que ouvimos, permanece incontestável. Não se deixe seduzir por discursos moles e reconfortantes apenas pela suavidade de quem as pronunciam.  

Da autoconsciência da matéria, unida às energias que circulam no universo, surgiu a maravilhosa diversidade de criaturas com capacidades cognitivas variadas — incluindo os vegetais, sobre os quais ainda sabemos tão pouco, embora já tenhamos conseguido destruí-los em larga escala. 

No início de tudo, nossa sobrevivência dependeu, principalmente, da percepção da importância de vivermos em grupo. Assim garantimos segurança, cooperação e maiores chances de atravessar desafios quase intransponíveis: mudanças climáticas, doenças, feras e inúmeras calamidades. Sobrevivemos — e seguimos aprendendo. 

 
























































































































 

A Crua Verdade da Existência Humana

 

É preciso rever os conceitos existenciais com os quais moldamos a realidade conforme nossas conveniências.
Nas fantasias, tudo é conveniente, possível, belo e celestial: um céu nos aguarda, somos filhos de divindades, seres superiores, destinados a ocupar o centro da criação. Nelas, tudo existe para nos servir. Entretanto, nenhum fragmento ou fagulha divina em nossos corpos nos livra da voraz fome que também habita um animal selvagem e predador. 

Esse contraste revela a fragilidade da afirmação de que somos especiais. Possuímos maior inteligência, sim — mas isso não valida a presunção de superioridade. Basta maturidade para admitir verdades: nossos corpos são atacados por bactérias e vírus, e a natureza não poupa ninguém. Vulcões, tempestades e fenômenos naturais não reconhecem convenções, crenças ou mitos.

Para os hipócritas, tudo está perfeito como está: a cobra engole o sapo vivo porque “uma divindade os fez assim”; o crocodilo despedaça a zebra porque “uma divindade os fez assim”. Há inúmeros exemplos que evidenciam a contradição entre o discurso humano de amor e fraternidade e a brutalidade que permeia a vida. Se a criação fosse perfeita, como aprendemos a crer desde o princípio, deveríamos abandonar antibióticos, cesarianas e anestesias. Afinal, diriam alguns: “quem somos nós para contestar a criação?”. Mas eu sempre lembro: se questionar é pecado, de que vale o saber?

É urgente rever os conceitos com os quais florimos a existência. Desde os primeiros sinais de discernimento, envolvemo-nos em um véu de interpretações criadas para dar sentido ao caos da realidade. Moldamos nossa percepção do mundo conforme nossas conveniências e, muitas vezes, nos refugiamos em fantasias reconfortantes. Nessas ilusões, tudo é possível: acreditamos que o céu nos aguarda, que somos herdeiros de divindades, que nosso destino é grandioso e separado da brutalidade natural.

Mas, ao observar a essência crua da existência, percebemos que nenhuma centelha divina nos isenta das forças que regem todas as formas de vida. Somos predadores e presas, organismos vulneráveis, sujeitos à mesma implacabilidade que conduz o restante da natureza. Sim, desenvolvemos inteligência elevada e capacidade de abstração. Mas isso não nos concede superioridade absoluta. Nossa consciência não nos imuniza contra o tempo, a doença ou o caos natural. Envelhecemos, adoecemos, sucumbimos.

A ideia de superioridade humana, examinada racionalmente, revela-se um mito cuidadosamente construído para satisfazer a necessidade de controle e sentido em um universo indiferente. Criamos sociedades, tecnologias e narrativas que nos elevam acima das demais espécies, mas, no fim, continuamos sendo frágeis — parte da mesma corrente vital que molda o destino de todas as criaturas.

Talvez o verdadeiro poder não esteja na crença ilusória de superioridade, mas no reconhecimento de nossa conexão intrínseca com tudo que existe. Aceitar que somos parte do fluxo ininterrupto da vida, sem privilégios místicos, nos aproxima da profundidade da experiência existencial.
Na admissão dessa verdade, compreendemos não haver fragilidade — há, sim, a grandeza genuína da interação entre consciência, corpo e mundo.


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