Blog livre à todas as postagens que possam resultar em benefícios humanitários.
Translate
Mensagens para quando nos distrairmos e começarmos querer baixar a cabeça.
Apesar de se importar comigo, reconheço a maravilha de todos.
Poderia iniciar este blog com temas populares: imagens, turismo, carruagens de fogo, as sete maravilhas, o céu azul, receitas de doces, diversidade das flores, perfumes, mitologia, política, refeições caras, modas de estação — o prazer de pessoas sentindo-se realizadas ao exibir volumes de compras de alto valor, próximas àquelas sem recursos.
Em resumo, poderia despertar interesses comuns para aumentar o fluxo do blog e, assim, satisfazer meu ego.
Mas essa não é a motivação.
Não é por algo supérfluo que se sustenta um trabalho que exige dedicação e honestidade. Pode-se mentir para o mundo — mas, honestamente, não mentimos para nós mesmos.
Entretanto, no que me propus a fazer, o que realmente importa é contribuir para a integração de todos — ou, ao menos, da maioria.
É evidente que surgirão divergências e oposições aos meus pensamentos. E elas serão bem-vindas, principalmente quando fundamentadas e motivadas por um espírito verdadeiramente humanitário.
Seja humilde, coerente e portador de discernimento diante da vida que vive e da vida que o sustenta.
Humildade não é ausência de posses, nem inferioridade entre semelhantes. É a consciência de pertencer a uma espécie racional capaz de distinguir entre modismo e realidade.
Existe realidade — ainda que, por vezes, ela pareça confusa diante das constantes mudanças de costumes e das novas descobertas.
Não se deixe conduzir por ideias que reduzem a vida a uma simples ilusão, especialmente quando essas ideias não são acompanhadas de investigação pessoal. Aqueles que não exercitam sua própria inteligência acabam aceitando verdades alheias sem questionamento — e, para esses, a existência pode realmente parecer vazia de sentido.
Esse caminho pode levar tanto à submissão a correntes filosóficas exploradoras quanto ao extremo oposto: uma visão limitada, onde apenas o presente imediato importa. Nesse cenário, não é raro ver pessoas sendo usadas por outras, em nome de desejos e luxos imediatos.
Seja humilde — mas uma humildade consciente.
A verdadeira modéstia não diminui; ela eleva.
Ela torna o indivíduo mais lúcido diante da realidade.
Com o tempo, sua percepção se amplia. O universo passa a fazer mais sentido. A própria criação ganha novas dimensões quando compreendemos que, em uma ínfima porção de matéria — como um grão de poeira cósmica que cabe na mão — existem elementos suficientes para sustentar incontáveis formas de vida.
E talvez, em outras condições, a vida floresça novamente — sem que sejamos, necessariamente, a espécie dominante.
red9juarez
Como foi estar em um garimpo de mergulho no Rio Madeira
Sob um céu azul magnífico e vívido, o chão ressequido de uma velha estrada improvisada, a qualquer instante, pode tornar-se úmido e vermelho.
Comentar sobre temas que não conhecemos é criar polêmicas, divagar, fofocar e confundir. É preciso lembrar que qualquer reação pública dentro de um sistema, seja individual ou organizada, facilmente terá seus participantes rotulados como desordeiros — muitos nomes podem ser dados a tais.
Não pretendo entrar profundamente nesse contexto. Quero apenas dizer que tive a oportunidade de buscar uma história verdadeira — viver e estar presente em um desses momentos, em um desses movimentos.
Bem-vindo a este espaço que não é somente meu. Compartilhe sem culpa. Adentre o íntimo de um ser humano não alienado da realidade arquitetada pelos homens. Um ser equilibrado, mas de onde continuamente ressurgem pertinentes indagações.
Estreitando os limites de minha privacidade, exponho mais de mim a cada instante, sem receios. Prossigo tentando romper barreiras existentes em todos nós: a de dar vida própria às nossas decisões e pensamentos, livres de influências e induções.
Não reajo às dificuldades alheias como reflexo inconsciente de rejeição, como alguns tentam explicar esse comportamento. Poderíamos estar no lugar da vítima — e isso não pode ser ignorado.
Maravilho o existir, pois nela se dá o máximo: a vida. Cabe unicamente aos seres humanos superar, com sabedoria, os desafios da criação.
Acreditar em Deus não faz, por si só, um ser humano bom.
Não acreditar também não o torna mau.
A capacidade de raciocínio nos dá a condição de distinguir o que é cabível ou não — e é um desperdício não utilizá-la em benefício de todos.
Sigo poupando cada vez menos de mim mesmo, tentando compensar o que poderia ter contribuído para uma forma de viver melhor.
Ainda que exposto a severas contestações — daqueles que defendem que o mundo já é o melhor possível — continuo. Pensamentos assim não anulam o anseio daqueles que sabem que há muito ainda a ser feito.
Em meio à maior crise econômica dos anos 80, uma decisão arriscada mudou o rumo de uma vida.1983: Quando a Necessidade Me Fez Cruzar o PaísDa Crise à Coragem: Uma Jornada em Busca de Trabalho e Dignidade
Quando Não Havia Alternativa
O ano era 1983. O Brasil enfrentava uma das crises econômicas mais severas de sua história, período que ficou conhecido como “Setembro Negro”. Empresas quebravam, comércios fechavam as portas e a insegurança financeira se espalhava por todo o país.
Eu havia iniciado no ramo da eletrônica, trabalhando com manutenção de televisores, aparelhos de som e instalações automotivas. Não vinha de família abastada, não possuía herança, tampouco vivia de influências. Sempre fui de ir à luta. Não por gostar das dificuldades, mas porque aprendi que manter a mente ocupada e o trabalho ativo nos torna mais úteis e mais satisfeitos.
Sem capital de reserva ou patrimônio para oferecer como garantia, eu precisava encontrar uma saída para garantir aos meus filhos um futuro melhor. Meu pequeno comércio não crescia; faltava tempo para ampliar a clientela, e as dívidas — ainda que pequenas — aumentavam. Houve momento em que precisei escolher entre pagar uma parcela ou comprar alimentos.
Pensei muito. Sem capital, nada poderia ser feito onde eu estava. Imaginei então seguir para Brasília. Lá residiam — ou ao menos passavam boa parte do tempo — as altas autoridades do país. Onde o dinheiro circulava, talvez o trabalho não faltasse. Afinal, o Estado parece sempre funcionar como um “bom pai”: muitos desejam integrar-se a ele, com altos salários, comissões, aposentadorias rápidas e imunidades. A economia pode estar em crise, mas os vencimentos oficiais raramente sofrem.
Parti.
Durante a viagem, meus pensamentos estavam em meus filhos. Não sabia quando voltaria. Poderia dar certo, poderia não dar. Mas era preciso agir.
No caminho, fiz amizades. Um companheiro de jornada sugeriu que eu fosse até Manaus. Lá existia a Zona Franca, onde o comércio de eletrônicos era forte. Talvez ali houvesse oportunidade real.
Chegamos a Belém após dias e noites de viagem. Dali, seguiríamos de barco até Manaus. Mas era necessário pagar a passagem, e eu já estava sem dinheiro. O que possuía era suficiente apenas para chegar a Brasília e sobreviver por poucos dias. Manaus não constava nos planos.
Dormíamos em um barco ancorado no cais, aguardando partida. Ele armava sua rede; eu dormia no piso com um lençol fino. Tentamos conseguir carona. Em uma grande empresa de navegação, ele — estrangeiro — conseguiu passagem. Eu, brasileiro, fui ignorado. Não foi revolta, mas uma constatação amarga: se somos ensinados a defender o país, por que não usufruímos também do que ele oferece?
Ele seguiu em um navio confortável rumo a Manaus. Fui como ajudante de motorista em uma balsa, dormindo entre carretas, amarrando minha rede nas ferragens. Foram sete dias de viagem. À noite, os carapanãs não davam trégua.
Combinamos que, ao chegar, eu telefonaria.
Cheguei de madrugada ao Porto de Manaus. O dia parecia demorar a nascer. Eu estava deslocado, sem recursos e sem certeza de acolhida. Antes de ligar, pensei: e se ele não estivesse falando sério?
Telefonei.
— Alô, bom dia. Sou eu, o Paulista. Viemos juntos até Belém.
Houve um breve silêncio. Meu coração acelerou. Mas logo veio a resposta positiva. Ele iria me buscar.
Ali começava outra etapa da minha história.
Hoje, 22/03/2026 inicio segunda parte desta estoria real.
red9juarez.
Órfãos no Universo
Humanos, órfãos no Universo.

Expansão por méritos: Deuses que sois
Poder-se-ia dizer, ter medo, é valorizar a vida...
Ai está um sutil modo de usar-se a inteligência e instintos para contornar receios e disfarçar um suposto controle sobre a condição para com a vida. Mas, de nada valem os temores frente à realidade, onde não compreendemos a morte e somos forçados a fazer de outras formas de vida, nosso combustível: Seja vegetal ou animal. Sejam as hienas, os leões, cobras, vírus, delicados coelhos, lindos pássaros e humanos; assim, a vida se da neste planeta com as espécies dando cabo de outras para que não cesse a propagação e constância do mundo biológico...
Para refletir...
Entre crenças e mitos, a humanidade aprendeu a se conformar — mas ainda não aprendeu a pensar livremente.
Fé não substitui consciência. Dogmas não salvam a humanidade.
Crenças e fé são expressões existenciais, individuais e psicológicas.
São manifestações do universo como recurso de amparo para o acontecimento e conforto da vida em nós, enquanto seres pensantes. Fazem parte da essência íntima de cada ser humano.
Pratica o bem, da forma que fores capaz, e sentirás a força do cosmos atuando em e com você.
Vives, assim como eu, sem a necessidade de aceitar verdades impostas. Mas nós, que damos ênfase ao intelecto, sabemos: os males da humanidade não foram — e não serão — eliminados apenas com fé e crenças. Basta termos consciência da própria história.
Podemos, sim, fazer bom uso dos recursos naturais em benefício de todos os seres humanos que existem e que ainda nascerão. O que jamais devemos aceitar é a normalização de cenas de sofrimento como parte da rotina.
Infelizmente, assim como certos vegetais se adaptam ao vento, à água ou aos animais para se propagarem, os seres humanos também se adaptam a tragédias repetidas. Com o tempo, tornam-se indiferentes aos infortúnios alheios, só reagindo quando diretamente envolvidos.
Ao longo das civilizações, indivíduos e grupos tentaram — e ainda tentam — explicar o inexplicável segundo seus interesses, crenças e conveniências. Tudo o que desconhecemos tende a ser rotulado, dimensionado e tratado como verdade até que se prove o contrário.
O Sol, por exemplo, mantém a vida sem intenção moral alguma: queima seus próprios recursos, transforma hidrogênio em hélio, gera luz e calor. Não por desígnio humano — apenas por sua própria natureza.
Salvo o trabalho sério de cientistas, pesquisadores e pensadores, tudo o mais não ultrapassa especulação, adoração ou conveniência psicológica para suportarmos a ideia de que talvez não exista um propósito feito sob medida para nós.
A criação é adversa às fantasias humanas. Violenta, fria e indiferente às nossas obstinações. Sofrimento, vazio e angústia estão presentes — mas não nos impedem de caminhar. Em certos momentos, sentimos um impacto súbito, quase imperceptível: uma fração de tempo em que a consciência parece deslocar-se para outro plano.
Ainda que sejamos moldados por estruturas sociais rígidas, não anulamos nossas capacidades criadoras e nosso discernimento. Elas permanecem — embora ignoradas pela maioria. Basta observar quão raros são, em cada geração, os verdadeiros pensadores, pesquisadores e humanistas.
Devemos ser cooperativos, sim. Uma sociedade harmoniosa depende disso. Mas jamais ao custo da anulação do ser único, da transformação do indivíduo em algo robótico.
Alexandre, o Grande — para os que se permitem pequenos — é exemplo disso: um único homem foi capaz de conduzir vinte e cinco mil outros à morte em uma travessia insana, alimentada por glória, fantasia e submissão.
Quando um político afirma “faço parte da história deste país”, apela à emoção para justificar seus atos. Mas pequenos acertos não apagam grandes falcatruas. Um erro presente não se absolve por um acerto passado.
Não há justificativa para fugir de investigações, de CPIs ou da responsabilidade. Se assim fosse, não existiriam mais culpados — pois todo infrator, em algum momento, acertou algo na vida.
Cuidado! Seu despreendimento e confiança em algo abstrato, pode moldar seu caráter e sua personalidae de uma forma irreversivel: Segando seu eu.
Ateu ou não ateu — no fundo, isso não faz diferença. Se questionar é pecado , então, de que vale o saber? Mais importante é compreender a...
-
AJUDA SOB AS ÁGUAS. Um relato real — Rio Mogi Guaçu , Guatapará–SP A avidez em fazer bom uso do tempo, às vezes, nos faz deixar passar d...
-
A vida, de qualquer forma, com seu cotidiano acontece para todos, quer tentemos direcioná-los ou não; a verdade é que somos compostos pelas...
-
“ Entre Mitos e Razão: Uma Reflexão Sobre o Comportamento Humano e o Paradoxo da Vida” “O Paradoxo da Vida e a Ilusão das Crenças Humanas”...
-
A Guerra que Começa na Mente : Dominação, Consentimento e o Fim do Pensar . Como a abdicação do pensamento sustenta guerras travestidas de j...
.jpg)



