Existimos.
Quem te ensinou a aceitar o sofrimento como virtude?
E, para continuar existindo — por instinto, proposito ou acaso --- nos agarramos à perpetuação da espécie como se fosse um propósito.
Mas sobreviver não é o mesmo que compreender.
Entre o instinto e a razão consciente existe um abismo — e atravessá-lo exige esforço, consciência e responsabilidade.
Ainda assim, o que vemos?
Gerações inteiras sendo moldadas por mentiras antigas.
Ideias repetidas até se tornarem “verdades”.
Consciências treinadas para aceitar, não para questionar.
Quem ensinou o ser humano a se submeter?
Quem transformou a passividade em virtude?
“Se te ferirem, ofereça a outra face.”
Quem ganha com isso?
Não é sabedoria — é domesticação.
Enquanto isso, a inteligência, que deveria libertar, é usada para manter estruturas que aprisionam.
E no meio disso tudo, as crianças.
Não importa de onde venham — pertencem à vida, não à posse.
Ferir uma criança não é ignorância — é falência moral absoluta.
Não existem demônios invisíveis, ou seres mitologicos maus ou bons.
As verdadeiras criaturas destrutivas têm rosto, discurso e intenção.
Não são demônios. Nunca foram. Sempre fomos nós. Estão entre nós.
red9juarez
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