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A Inteligência Humana Diante de Seus Próprios Condicionamentos Subtítulo:

 

Uma reflexão sobre egocentrismo, crenças, condicionamentos sociais e a responsabilidade das novas gerações diante do futuro da humanidade. 

 O papel dos jovens e da Inteligência Artificial na construção de um futuro melhor.

A complexidade resultante do nível sequencial em que se encontra a espécie humana — do primitivo ao intelectual — transcende até mesmo as mentes mais acuradas que possam existir, diante da tentativa de compreendê-la, mapeá-la e, principalmente, mantê-la sob algum domínio.

Nuances sutis, resultantes das infinitas personalidades locais e da diversidade de milhares de milhões de pessoas existentes neste nosso planeta, geram sociedades frequentemente absorvidas pelas primeiras impressões, antecipadamente condicionadas ao impulso e acompanhadas de boas promessas de acerto em suas decisões.

Há uma aparente anomalia na diferença entre as crenças humanas e o paradoxo da espiritualidade, que frequentemente encerra a ilusória certeza de tudo conhecer e compreender. Na realidade, o que ocorre não é propriamente um desencontro entre as diferenças de todos para um e de um para todos, mas a consequência natural das diferentes formas de pensar, interpretar e formar opiniões.

Há muitos milhares de anos, a humanidade vem sendo conduzida por adultos. Não digo isso como uma acusação individual, mas, se houver interesse de sua parte, será fácil perceber as consequências da inconsequência daqueles que acreditaram ter agido com absoluta certeza de estarem certos, quando, muitas vezes, não estavam.

O lastro é infinito: adultos de hoje foram educados por adultos de ontem. Da primeira geração à atual, foram sendo transmitidos condicionamentos, vícios e atitudes que nem sempre podem ser consideradas verdadeiramente civilizatórias.

Pessoalmente, não aprecio falar a respeito de algo quando envolve misticismo. O poder da sugestão é fortíssimo, tanto que a própria história possui inúmeros registros disso — e nós também sabemos de suas consequências.

Condicionamentos podem levar pessoas a matar a si mesmas e a outras. Religiões, divisões territoriais, escravidão e miséria espalham-se, em diferentes formas, por todos os cantos do planeta.

Embora não sejamos tudo de ruim, também não somos tudo de bom quanto tentamos fazer parecer. Não somos bons exemplos de afetividade e, muito menos, transbordamos prudência.

Não nos esqueçamos dos homens-bomba e dos kamikazes, enganados ou condicionados pela sugestão alheia. Tampouco podemos deixar passar despercebidos aqueles que, explorados em sua inocência e fé, são levados a matar seus semelhantes, a desfazer-se de seus próprios bens em nome de Deus e a viver em dificuldades enquanto sustentam a ociosidade daqueles que se apresentam como seus representantes.

A mesma característica individual comum a todo ser humano, aquela que o faz sentir-se único no universo — o egocentrismo — é exatamente uma das forças que dificultam a harmonia e a cooperação necessárias para que tudo termine bem socialmente entre uma espécie que se considera inteligente.

Possuímos inteligência, mas nem sempre conseguimos utilizá-la em favor de todos.

As divergências provocam separações porque os mesmos pontos de vista são interpretados de maneiras diferentes. Isso afasta a possibilidade de, em comum acordo, resolvermos grande parte dos problemas sociais.

Não se trata apenas do instinto de sobreviver em grupo, mas de utilizar a inteligência do grupo para vencer, cooperar e permitir que todos possam viver melhor.

O planeta é fértil, abundante e propício à manutenção da vida.

Aos jovens de todo o planeta, deixo minha sincera crença em vocês. Talvez sejam o último grande recurso capaz de consolidar, manter e lapidar a cultura humana.

Tudo e todos dependem de vocês.

Renovem. Reformulem. Reconsiderem.

Ainda há tempo.

Pouquíssimo, é verdade — mas ainda há.

Com o melhor que a Inteligência Artificial pode oferecer, somado à força e à ausência de determinados vícios humanos, talvez seja possível encerrar, de uma vez por todas, algumas das pragas que há séculos atormentam a humanidade.

A inteligência existe. O desafio agora é aprender a utilizá-la em benefício de todos      

red9juarez

A Inteligência Humana Diante de Seus Próprios Condicionamentos Subtítulo:

  Uma reflexão sobre egocentrismo, crenças, condicionamentos sociais e a responsabilidade das novas gerações diante do futuro da humanidad e...