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Da agradável fantasia à dura realidade e irresponsabilidade.

 Quem sabe o maior engano da humanidade seja pensar que ser inteligente é o mesmo que ser racional.

 Enquanto tentamos explicar o universo, continuamos ignorando a norma que governa a própria vida.

O cosmos segue uma ordem grandiosa; nós, porém, insistimos em submeter tudo aos limites do nosso egocentrismo.

A verdadeira qualificação para conduzir a humanidade talvez não seja ensinada em nenhuma universidade.

A diversidade de personalidades e a enorme capacidade intelectual que reside entre os indivíduos humanos, de um lado, permitem que se desenvolvam e aperfeiçoem competências que resultam em conquistas, pequenas e grandes. No entanto, favorece a instabilidade, de vez em quando, o poder de tomada de decisões estar nas mãos de gestores cidadãos sem a mínima qualificação, qualificação esta que não se obtém em universidades tradicionais. O harmonioso arranjo dos astros no universo não se baseia em ensinamentos acadêmicos ou na tradição de sistemas. Líderes e figuras proeminentes em nossa sociedade não tomam suas grandes e significativas decisões, nem mesmo as insignificantes, apenas com uma oratória impecável e persuasiva.  

Da agradável fantasia à dura realidade.  

Racionalidade e inteligência. A gravidade, que resulta da atração de uma enorme quantidade de diversos minerais e gases, sujeitando-se ao magnetismo gerado pela rápida rotação, tanto em relação a si mesma quanto em relação ao espaço, e seguindo trajetórias determinadas pela atração de sua estrela, não se torna algo estranho quando perfeitamente combinado com o fato de que é igualmente consequência da mesma origem, cuja natureza nos escapa, excluindo todas as suposições sobre tudo aquilo que consideramos como produto de um plano racionalmente elaborado, que não é precisamente fixo para a eternidade, mas que está em constante transformação em busca de ajustes ideais, evidentemente fogem aos nossos limites, estrangulando os sentidos fisiológicos, quando tentamos adequar toda essa complexidade e grandeza do cosmos à nossa insignificante e destrutiva utilização da inteligência. 

Egocentrismo é, assim como a gravidade, um concentrador dos desejos destrutivos tanto do ser humano quanto das outras espécies. 

Todas as criaturas vivas estão sob uma norma que ainda não se chegou a entender plenamente, e podemos afirmar, sem medo de errar, que essa norma é ignorada pela maior parte dos maiores pensadores e intelectuais de todas as épocas da nossa civilização.

red9juarez 



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Vídeo complementar desta página

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