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Da agradável fantasia à dura realidade e irresponsabilidade.

 Quem sabe o maior engano da humanidade seja pensar que ser inteligente é o mesmo que ser racional.

 Enquanto tentamos explicar o universo, continuamos ignorando a norma que governa a própria vida.

O cosmos segue uma ordem grandiosa; nós, porém, insistimos em submeter tudo aos limites do nosso egocentrismo.

A verdadeira qualificação para conduzir a humanidade talvez não seja ensinada em nenhuma universidade.

A diversidade de personalidades e a enorme capacidade intelectual que reside entre os indivíduos humanos, de um lado, permitem que se desenvolvam e aperfeiçoem competências que resultam em conquistas, pequenas e grandes. No entanto, favorece a instabilidade, de vez em quando, o poder de tomada de decisões estar nas mãos de gestores cidadãos sem a mínima qualificação, qualificação esta que não se obtém em universidades tradicionais. O harmonioso arranjo dos astros no universo não se baseia em ensinamentos acadêmicos ou na tradição de sistemas. Líderes e figuras proeminentes em nossa sociedade não tomam suas grandes e significativas decisões, nem mesmo as insignificantes, apenas com uma oratória impecável e persuasiva.  

Da agradável fantasia à dura realidade.  

Racionalidade e inteligência. A gravidade, que resulta da atração de uma enorme quantidade de diversos minerais e gases, sujeitando-se ao magnetismo gerado pela rápida rotação, tanto em relação a si mesma quanto em relação ao espaço, e seguindo trajetórias determinadas pela atração de sua estrela, não se torna algo estranho quando perfeitamente combinado com o fato de que é igualmente consequência da mesma origem, cuja natureza nos escapa, excluindo todas as suposições sobre tudo aquilo que consideramos como produto de um plano racionalmente elaborado, que não é precisamente fixo para a eternidade, mas que está em constante transformação em busca de ajustes ideais, evidentemente fogem aos nossos limites, estrangulando os sentidos fisiológicos, quando tentamos adequar toda essa complexidade e grandeza do cosmos à nossa insignificante e destrutiva utilização da inteligência. 

Egocentrismo é, assim como a gravidade, um concentrador dos desejos destrutivos tanto do ser humano quanto das outras espécies. 

Todas as criaturas vivas estão sob uma norma que ainda não se chegou a entender plenamente, e podemos afirmar, sem medo de errar, que essa norma é ignorada pela maior parte dos maiores pensadores e intelectuais de todas as épocas da nossa civilização.

red9juarez 



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Vídeo complementar desta página

"O monopólio nuclear e a ilusão da paz: até quando aceitaremos o silêncio que precede a escravidão global?"

 


Erro Global

 

 "Diante de um cenário geopolítico moldado pela arrogância e pelo poder de destruição em massa, analisar o histórico de nossa própria espécie torna-se um alerta urgente para a sobrevivência e a liberdade das futuras gerações."

A divisão do mundo entre poucas nações detentoras de armas nucleares e outras desarmadas representa um erro fatal e global.

 A interferência e a imposição externa utilizam o falso argumento de que o monopólio dessas armas garante a segurança de todos — uma tentativa de manipular uma opinião pública parcial. Na realidade, não há qualquer garantia de que esse arranjo assegure a sobrevivência da espécie humana. 

É um absurdo tentar moldar o caráter e as decisões das nações por meio de pressões e ameaças externas ao raciocínio e ao próprio corpo físico. Essa intromissão é movida pela arrogância, vaidade e ambição. Impulsionados por uma ilusória supremacia absoluta, esses líderes agem de forma estúpida: dizimam vidas e desestabilizam, ao redor do planeta, povos pacíficos que não possuem qualquer interesse em destruir outros Estados, além de afetar até mesmo aqueles que eram indiferentes a essas políticas ambíguas. 

Diante desse cenário, se apenas alguns forem os possuidores dessas armas mortais, os políticos atuais e líderes de diversos países que aceitam essa imposição estarão se vendendo. Com isso, condenam à escravidão todas as gerações futuras de seus Estados e, certamente, eternamente os seus próprios descendentes. 

O histórico de nossa espécie é bem claro sobre o comportamento humano e do que somos capazes de fazer a nós mesmos, ao planeta e ao próximo. Como anjos míticos, muitas vezes nos disfarçamos de bons para ganhar a confiança, para posteriormente escravizarmos. 

A história não mente: já exterminamos indígenas pelo mundo, praticamos o canibalismo, realizamos sacrifícios de crianças e impusemos uma escravidão sem piedade a negros e brancos.

Resta alguma dúvida de que seria inseguro manter uma nação sem defesa para o seu próprio povo? Armas concentradas estritamente nas mãos de alguns jamais libertarão a humanidade de seus piores hábitos.

Se concordas, ao menos com uma das observações, compartilha com mais uma pessoa que acredita que, com opiniões, também possamos participar de uma nova visão por outros.  

 red9juarez 


A Voz das Águas: Testemunha da Vida e da Destruição

 Suave em sua nascente e indispensável à vida, a água observa silenciosamente aquilo que os seres humanos constroem — e aquilo que destroem.


Por onde me apresento, esgueirando-me entre obstáculos, participo da formação da vida. Porém, na partida, quase sempre sou presenteada com impurezas que contribuem para a morte.

Suave, leve e cristalina, assim sou eu em minha nascente, rodeada por borboletas, pequenos peixes e tantas outras criaturas que, na verdade, nem percebo individualmente. Ainda assim, sinto sua gratidão por cada instante de suas existências compartilhadas comigo.

O dinamismo me faz bem. Meu motor é a gravidade; juntas, percorremos caminhos, semeando as condições básicas para a germinação das sementes. Em troca, elas contribuem da maneira que conseguem, ajudando a reduzir parte das toxinas que me são acrescentadas durante meus percursos.

Minha companheira, a terra, ao longo de um tempo imensurável, organizou os materiais segundo seus pesos, tamanhos e consistências, distribuindo-os de forma harmoniosa. Criou-se assim uma vegetação abundante, com folhas de incontáveis formas e tonalidades, do algodão às roseiras com seus espinhos, das relvas rasteiras às majestosas castanheiras.

Altos, médios e pequenos, todos compõem um conjunto favorável à sustentação da vida, formando um equilíbrio delicado e um microclima extraordinário.

Então vieram as transformações promovidas pelos seres humanos. Com sua imaginação, desenvolveram ciências, filosofias e técnicas admiráveis. Porém, também consolidaram a confortável crença de que tudo existe para servi-los.

Esse entendimento resultou, muitas vezes, no uso inadequado da inteligência. Tornou-se comum matar em nome de deuses, de riquezas, de territórios ou simplesmente pela necessidade de sentir-se importante.

Pouco a pouco, o belo quadro da natureza, repleto de aromas, aves, rios e frutos, passou a ser substituído por paisagens degradadas e climas cada vez mais adversos às condições que a própria natureza levou bilhões de anos para estabelecer.

A natureza primitiva fez mais pela continuidade da vida do que a suposta superioridade de criaturas que se consideram plenamente inteligentes.

Minerais que sustentam a vida são transformados em combustíveis. Florestas cedem lugar à destruição. Rios recebem poluentes. Crianças crescem em meio a conflitos e guerras provocados por irresponsabilidade, ambição e descuido.

Parece que o verde das matas, a pureza das águas e o futuro das novas gerações perderam valor diante de interesses imediatos.

O universo, sem recorrer a mitos ou privilégios, preparou um lar capaz de abrigar incontáveis formas de vida.

E nós, seres humanos, estamos perigosamente próximos de comprometer aquilo que levou eras para ser construído.

red9juarez

Política e Religiões: As Estruturas que Unem ou Dividem a Humanidade

 

Uma reflexão sobre poder, crenças, participação social e a necessidade de uma humanidade mais consciente de seu papel coletivo.

Bom, mas... política e religiões

Não é necessária uma inteligência excepcional para compreender que a base da democracia foi, muito provavelmente, construída de forma a justificar sua própria existência e aplicação, apresentando-se como um sistema criado em benefício de toda a sociedade. Talvez essa justificativa sequer tenha sido plenamente transmitida aos cidadãos. A realidade, sem rodeios, pode ter sido simplesmente implementada sem a participação efetiva de todos.

Relatos e registros históricos nem sempre são confiáveis. Isso pode ser afirmado com razoável segurança, pois conhecemos o comportamento humano. Mesmo indivíduos próximos de elevadas qualidades morais não estão imunes ao egocentrismo, às tentações e aos desvios que, por vezes, produzem consequências catastróficas.

Enquanto isso, convivemos com guerras. Eu, você e todos nós coexistimos com elas e, de alguma forma, participamos de sua permanência ao aceitarmos sua continuidade. Vale repetir uma frase simples e poderosa: crianças não escolhem seus líderes. Nada justifica a morte delas, em hipótese alguma.

As religiões, quando dividem em vez de unir, enfraquecem a humanidade e comprometem o apoio mútuo necessário à nossa espécie.

Da mesma forma, a multiplicidade de partidos políticos frequentemente atende mais ao egocentrismo individual e coletivo do que à busca sincera de soluções para as questões sociais. Surgem, então, divisões de compreensão e grupos que poderiam estar unidos contra a corrupção, os privilégios e as leis que beneficiam apenas alguns.

A criatura humana precisa despertar desse sono confortável e traiçoeiro que consiste em entregar suas responsabilidades a outros, sem participar diretamente das decisões que afetam a todos. Não existe ser humano diferenciado capaz de acessar fórmulas secretas, poderes extraordinários ou milagres exclusivos. Quando alguém afirma possuir tais respostas, convém redobrar a atenção.

Você tem uma religião? Ela lhe faz bem? Não exige sacrifícios destrutivos? Praticar a caridade lhe proporciona satisfação genuína? Se sua fé é fruto de uma escolha livre e não retira de você a capacidade de amar, pensar e agir com autonomia, siga em frente.

Observe as estrelas. Sinta a brisa das manhãs. Reconheça sua capacidade de sorrir, de acolher uma criança em seus braços por escolha consciente e não apenas por instinto. Faça disso sua nova religião: o respeito à vida, à existência e à capacidade humana de construir significado.

Não existem seres humanos pecadores por natureza nem devedores de algo ao universo. Existem, sim, exploradores que criam narrativas grandiosas para preservar privilégios, alimentar luxos e manter sob influência aqueles que depositam sua confiança no próximo.

Se existe alguma dívida, talvez seja apenas a de não utilizar plenamente esta extraordinária capacidade de pensar, imaginar e criar. Criar não apenas para si, mas para toda a humanidade.

Defendo a ideia de um sistema em que toda a população participe de forma mais integrada das decisões coletivas. Enquanto poucos decidirem por muitos, poucos serão os beneficiados. Continuaremos vendo, de um lado, os excluídos privados do necessário e, de outro, os privilegiados cercados de excedentes.

A humanidade possui potencial para algo melhor. A questão permanece aberta: teremos coragem de construir esse caminho?

red9juarez

Sistemas não são importantes: importância devemos dedicar a vida enquanto pudermos.

  Liberdade relativa e o peso do capitalismo.   D emocracia costuma ser apresentada como o ápice da liberdade humana: o cidadão vota, escolh...