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A estupidez superando a extraordinária maravilha (os homens).




Vivemos uma era em que a retórica da paz convive, sem pudor, com a prática cotidiana da violência organizada. Entre discursos diplomáticos, acordos protocolares e promessas reiteradas de cooperação internacional, a vida humana segue sendo tratada como variável descartável em jogos de poder. Esta reflexão não busca alinhamento ideológico nem a defesa de bandeiras políticas específicas; propõe, antes, um exame ético e racional da responsabilidade coletiva diante das guerras, da omissão institucional e da normalização da morte em escala global.

A estúpida concordância fora de tempo: iniciativas e decisões apoiadas paralelamente pelo primitivismo e pelo intelecto. Estimula-se o querer sem limites, em todos os sentidos, seja no campo sentimental ou material. Tudo o que excede nossas necessidades básicas e individuais torna-se imprudente, ao tender a sair do controle e a provocar anomalias fatais como guerras, escravidão, abandono e miséria por onde houver seres humanos.

O instinto selvagem de matar para sobreviver garantiu a continuidade da espécie em um passado que chamo de eterno — eterno porque, enquanto houver futuro, o presente o acompanhará, e, com ele, também estará sempre o passado. Essa prática primitiva de matar para comer ainda ecoa, e é comparável àquela que, atualmente, justifica a escravidão de outros para satisfazer desejos fúteis. Há algo de leviano nessa necessidade humana de dominar e de viver da ociosidade às custas do outro.

Quase todos os seres humanos gostariam de viver como pássaros ou borboletas, voando livres, sem precisarem conquistar seu alimento. Sejamos honestos: ao buscarmos a melhor forma de convivência, perceberemos que os mesmos instintos bestiais do passado ainda moldam nossos comportamentos. E é justamente essa sede de extermínio, essa recusa em escolher o bem-estar comum, que perpetua a barbárie.

O querer sem limites é o combustível da humanidade. Ele alimenta guerras em que não importa quem é assassinado: crianças, animais, vegetais, o planeta inteiro. Tudo é devastado em nome da posse, da cobiça, do saquear o que pertence ao outro.

Muitos criticam os líderes que instigam guerras e escravizam. Mas não nos esqueçamos: somos mais de oito bilhões. A responsabilidade é coletiva. Some os governantes e os líderes religiosos — ainda assim, são minoria frente à população mundial. Então, por que seguimos permitindo os mesmos erros? Já passou da hora de rompermos com o comportamento primitivista e darmos o próximo passo na escala racional.

Fortaleça seu “eu”. Contribua com o desenvolvimento de uma cultura voltada ao bem-estar comum. Se isso acontecer, extinguir-se-á a famigerada arma: o corpo com cabeça de humano e comportamento de besta. Dignifique sua existência fazendo bom uso da razão, esse recurso poderoso que tanto negligenciamos.

Não é preciso integrar grupos por ser comum aparecerem aproveitadores. Tampouco é necessário repetir expressões vazias como “que Deus te ajude”. Se o semblante do seu rosto transmitir paz por onde passar, isso já será uma forma genuína de ajuda. E esteja certo: um rosto sem cara feia é contagiante.

Essa estúpida concordância entre racionalidade e primitivismo — esse instinto de tomar, subjugar e matar — precisa cessar. Muitos escolhem caminhos distorcidos, vendando os olhos, selando a transparência e impedindo a mente de compreender a maravilha de existir.

Este planeta é uma casa celestial. Um emaranhado de formas que lutam para se adaptar, sobreviver e continuar vivas. A simbiose é uma prova de que a vida quer cooperar, e não destruir. Se destruir fosse o caminho natural, a simbiose entre as espécies não faria sentido.

Temos um intelecto único. Ele não nos foi dado para tomarmos, matarmos e destruirmos, mas para usá-lo em favor do conforto e do bem-estar de toda a vida. Sem dores provocadas, sem guerras, sem fome e sem tristezas causadas por nossos atos inconsequentes.

Dignifique sua existência. Use seu rosto para transmitir paz. Use sua mente para construir um mundo em que todas as espécies possam coexistir. E, acima de tudo, rompa com a ilusão de que tudo existe para servi-lo. Não há maior grandeza do que a consciência de que somos parte de um todo que quer viver.

Basta, não é mais admissível que sejamos tratados como peças de um jogo controlado por poucos. A liberdade e a dignidade dos povos não podem continuar reféns de interesses financeiros e estratégias geopolíticas ultrapassadas.

O tempo da razão chegou — ou, ao menos, deveria ter chegado.
É preciso romper o ciclo da omissão, da falsa neutralidade e da indiferença institucionalizada.

Não se trata de escolher partidos ou bandeiras, mas de escolher a vida, a justiça e a responsabilidade.
Cada um de nós tem uma parte nesse processo.
E calar, agora, é ser cúmplice.

red9juarez

Saques e Exclusão

Os Estados, as nações, os países do globo — 
devem existir sem xerifes. 
Não pode haver domínio, nem pilhagem disfarçada em diplomacia. 
Toda tentativa de saque — seja de bens, saberes ou riquezas naturais 
deve encontrar a barreira firme da justiça global. 
Pois o que nasce de um povo pertence à sua terra, 
e o que é da terra deve ser intocável por mãos estrangeiras. 

Mas o ser humano, em sua engenhosidade e vaidade, 
transformou o ideal em mercadoria, e o sagrado em contrato. 
Das fábulas aos púlpitos, dos templos aos palcos, 
multiplicam-se vozes que prometem paraísos 
paraísos condicionados à obediência, 
ao cumprimento de regras moldadas por outros homens. 
Esses pregadores, ainda que travestidos de filósofos, 
conduzem multidões com promessas de luz, 
enquanto mantêm acesa a chama da ilusão. 

A contradição é clara: 
a criatura humana é um misto de ternura e ferocidade. 
Tem a capacidade de acariciar e a ânsia de dominar. 
É afável e egocêntrica; sensível e predatória. 
Nas guerras, pouco importa quem vença — 
os vencedores praticam as mesmas violências dos vencidos. 
E, ao fim, há apenas um grupo que perde sempre: 
as crianças. 

As crianças — que não conhecem preconceito, 
não elegem líderes, 
não escolhem deuses nem donos. 
São inocentes das barbáries que os adultos produzem. 
Ainda assim, pagam o preço das crenças, 
dos delírios e das ambições humanas. 

A verdade, embora dura, precisa ser dita 
aos que insistem em chamar-se “a perfeição da criação”. 
Na natureza, a vida se alimenta de vida. 
Nenhum ser escapa à lei do consumo e da morte. 
A violência é universal — 
mas em nós, que nos dizemos racionais, 
ela se torna consciente, deliberada, cultivada. 
Se houvesse uma balança para medir o peso 
entre o instinto e a razão, 
veríamos o ponteiro inclinar-se completamente 
para o lado primitivo — 
para o lado nada inteligente. 

E ainda ousamos chamar-nos especiais. 
Basta olhar as guerras — as passadas e as presentes — 
e ver o que se faz com as crianças. 
Esse é o espelho mais fiel da nossa espécie. 

Talvez um dia possamos ser, enfim, 
humanos dignos da inteligência. 
Quando nos libertarmos dos mitos, 
dos falsos escolhidos, dos que intermedeiam o invisível. 
O único caminho — a última chance — 
é pela educação das crianças. 
Ensiná-las a compreender a dor, 
a respeitar os espaços do outro, 
a valorizar o afeto, 
a reconhecer a dignidade no simples. 

E sobretudo, ensiná-las a não participar — 
jamais — 
da construção de sistemas que escravizam, 
mesmo que o façam sob o disfarce da harmonia. 

 








red9juarez


 

A Imaginação e a Adaptação

Divagamos pelo incomensurável e infinito campo da imaginação — um dom vital, movido pela nossa capacidade criativa, atendendo ao chamado da vida.

Nesta jornada, buscamos incessantemente nos adaptar ao meio. Contudo, o desprezo pelo uso sábio dessa mesma imaginação nos impulsiona em buscas confusas por respostas… mesmo quando sequer formulamos as perguntas corretas.

Esse desalinhamento nos mantém estáticos no tempo, dificultando — ou mesmo impedindo — a evolução e o aprimoramento da nossa essência.


O Ciclo dos Erros Humanos

É necessário, com humildade, reconhecer as razões de tantos fracassos, desacertos e a falta de compreensão diante dos erros que se repetem, geração após geração.

A história humana comprova esse ciclo: passado, presente e, infelizmente, também o futuro seguem marcados por reincidências evitáveis.

Se não formos individualmente responsáveis por nossa própria existência — e, indiretamente, pela existência dos semelhantes — permaneceremos aprisionados nos mesmos padrões.


A Falta de Estímulo ao Viver Consciente

Não se inspira, tampouco se estimula, um trabalho constante voltado ao aprimoramento da forma como nos relacionamos com o mundo, com nossos atos, com a vida.

Falta orientação para atitudes saudáveis diante da existência, dos animais, dos vegetais e do próprio planeta.

As Sensibilidades e as Discordâncias

Sensibilidade à dor, aos sentimentos, às cores, aos sons — até mesmo às imagens — varia amplamente entre os indivíduos. Perceber essas nuances é essencial.

Qualquer tema que se aborde trará discordância: seja política, religião, mitos ou sabores. A unanimidade é praticamente impossível.


O Limite da Consciência

Há um limite transponível — muitas vezes cruzado sem consciência — que aguarda ser iluminado pela atitude manifesta de uma inteligência desperta.

A superação está lá, no horizonte, esperando o salto consciente que cabe somente a nós.


Progresso Tecnológico vs. Estagnação Moral

Fomos à Lua. Estamos a caminho de Marte. E, ainda assim, não conseguimos nos livrar da maldade, do preconceito e de tantos vícios e mentiras que nos aprisionam.

Seguimos sendo conduzidos por líderes que manipulam a boa-fé daqueles que não romperam com os instintos mais primitivos.


Mitos, Medos e Violências Arcaicas

Medo das sombras, sons do vento, relâmpagos… Acreditava-se que sacrificar crianças tornaria a terra fértil. Comer semelhantes por fome — ou para absorver a “força” da vítima.

Animais sangrados em oferendas a mitos.

Hoje, as barbaridades continuam.



Violência Atual e Indiferença Global

Crianças despedaçadas. Pais assassinados. O primitivismo não é passado — está aqui, no presente.

Tudo isso, para satisfazer interesses e posses materiais.

A indiferença frente às violências sofridas — especialmente em países fragilizados — gera vítimas e, inevitavelmente, futuros vingadores. A eternidade da violência se perpetua.


Imagine se a África de Traoré decidisse reagir hoje à cobrança de mais de quinze milhões de seus cidadãos e não foram somente sete milhões, mas sim escravizados, amputados de seus membros e roubados de suas riquezas pelos americanos na produção de algodão. E isso sem mencionar outros países da Europa, que, admirados por muitos, ignoram a violência que perpetraram no passado em todos os continentes, em uma época não muito distante: tomando terras, matando e destruindo cidades de seus algozes, justificando atos como os que ocorrem na situação entre Israel e Palestina, onde o extermínio é considerado justificável. Não é justificável; é violência primitiva, especialmente com a indiferença da ONU, que lhe concede o distintivo de xerife do planeta, com o apoio americano e de países aliados.

   


Distorção cruel leva o ser humano a se sentir insignificante

 

Fico aqui pensando: a independência dos países ao redor do globo é necessária para uma melhor organização dos povos. A intromissão em outro Estado não é legítima, nem deveria ser cogitada sob qualquer justificativa. Não se trata de uma crítica gratuita — não é isso que me move. Dedico parte da minha vida a observar, refletir e tentar compreender o comportamento da humanidade.

Como cupins, formigas e outras espécies, nós — mesmo após milênios — ainda não conseguimos nos libertar da lógica de comando em que sobreviver significa, muitas vezes, alimentar-se dos semelhantes ou atacar outros seres vivos, vegetais ou animais.

Na ciência e na tecnologia, os seres humanos conquistaram méritos imensuráveis. No entanto, o maior empecilho para que essa mesma humanidade desenvolva plenamente seu potencial inteligente — e alcance, há muito tempo, um estado de convivência harmoniosa entre os próprios — é o comportamento displicente: a aceitação passiva de verdades ditadas por homens falhos, tomadas como absolutas, sem análise, sem questionamento.

Não é necessário agir com teimosia, mas com atenção constante. Se alguém disser a você que existem seres especiais, escolhidos para liderar as nações, cuidado — muito cuidado. Do macro ao microcosmo, nada no universo é exclusivo. Tudo e todos interagem.

Tenho o desejo de acrescentar outros temas a este trabalho — temas que, aliás, caberiam bem aqui — mas temo que isso possa dar a impressão de divagação. Ainda assim, é preciso dizer: a cultura humana, manipulada desde seus primórdios organizacionais, foi moldada para sustentar o medo e o misticismo. Esses elementos foram plantados na psique humana, gerando uma necessidade perturbadora que distorce o caminho em direção a escolhas mais conscientes de vida.

,Essa distorção cruel leva o ser humano a se sentir insignificante, em dívida com o abstrato e o inexistente. E com isso, elimina-se toda a independência e liberdade de uma criatura incrivelmente capaz — um ser dotado de infinitas possibilidades de organização e evolução.

red9juarez

Se há de se reverênciar algo...

Se há de se reverenciar algo, alguém ou um astro, opte pelo humano que escolhe correr riscos com sua própria vida para garantir a paz de seus liderados. O passado de um povo não pode, não deve ser esquecido, por dever servir como proteção, exemplo e defesa para as gerações presentes e futuras.

A compreensão sobre o universo e a vida biológica não é complexa nem misteriosa; o verdadeiro atraso reside na separação entre o primitivo e a racionalidade na escala da evolução. Sabemos que a vida segue em sequência, uma coordenada registrada nas informações genéticas dos organismos vivos. RNA: responsável por armazenar e transmitir essas informações. Ele contém as instruções para o desenvolvimento e funcionamento celular e também transporta a informação genética do DNA para os ribossomos. 

Essa complexidade biológica permite que o corpo físico funcione perfeitamente, assim como uma máquina que construímos. Podemos afirmar que a vida acontece diante de nossos olhos de maneira análoga ao funcionamento mecânico: tudo é providenciado sem que precisemos nos preocupar em viver, bastando suprir o corpo com energia (alimentação e líquidos).

Primeiro, o primitivo… Totens, deuses de mil formas, demônios, canibalismo, guerras, escravidão, indiferença com as necessidades do semelhante, o maléfico e repugnante egocentrismo. Depois, o intelecto… 

Apesar da independência em relação ao primitivo, em certas ocasiões e circunstâncias, agimos e tomamos decisões influenciados pelo subconsciente. Muitos relatam terem escapado de situações perigosas, acidentes ou contratempos, sentindo-se surpresos ao perceberem terem sido “empurrados” para uma decisão automática. 

Guerras e escravidão ainda persistem sutilmente pelo menosprezo com que tratamos nossa inteligência. Permitimos que autodenominados supostos conhecedores dos responsáveis pela existência da vida nos indiquem direções e comportamentos a serem seguidos. Um verdadeiro embuste. 

Promessas sem compromisso por escrito, com perda do cargo e do salário caso não sejam cumpridas — assim deveriam ser as regras para políticos interessados em cargos públicos em todas as esferas. 

A inteligência é mais um meio de adaptação do que de evolução, pois não adquirimos esse recurso repentinamente na última semana; somos racionais há milênios. Ainda assim, muitos se deixam levar por argumentos convincentes sem contestação, cooperando com movimentos prejudiciais à sociedade, percebendo o erro somente mais tarde. A vida prossegue para todas as espécies, pois o universo não favorece nenhuma em particular. 

Devemos utilizar a inteligência como fazem o DNA e o RNA, mas não de maneira puramente mecânica — e sim com liberdade e sabedoria. Não se deixe levar por palavras mansas. Não aceite a ideia de que não deve se apegar a nada, que desejar coisas materiais é pecaminoso. Se você abdicar dessas coisas que também lhe pertencem, outros as acumularão. 

Todo ser humano é inteligente e capaz. No entanto, durante a infância, a educação é gradativamente excluída das famílias que já vêm de uma linhagem sem acesso à escola. As profissões que exigem formação superior são caríssimas para quem vive com um salário mínimo — não sei se ocorre em todos os países, mas no Brasil, esse sistema funciona dessa forma. E isso não acontece por acaso: menos concorrência significa mais controle. 

Assim, mantém-se o desequilíbrio — uns com mais, outros com menos. Os salários deveriam ser destinados a quem trabalha, independentemente da função desempenhada. Todos somos responsáveis, quer entendamos ou não. Erro indefensável é acreditarmos, cada um de nós, que somos os únicos a ter razão sobre tudo. Devemos, sim, ser senhores de nossos bens materiais, mas também devemos estar atentos e prestar atenção a temas que abrangem e sejam do interesse de todos.

                                                                       Reverências à Traoré. De minha parte: pela                                                                            manifestação humanista em prol do povo                                                                              africano  

red9juarez


 

 


 

 

 

 


A maior manipulação começa quando você acredita estar no controle

 Os reais valores humanos não se encontram em posses, é a consciencia de si mesmo, sua existêmcia é o maior tesouro sem nada que o substitua...