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Política e Religiões: As Estruturas que Unem ou Dividem a Humanidade

 

Uma reflexão sobre poder, crenças, participação social e a necessidade de uma humanidade mais consciente de seu papel coletivo.

Bom, mas... política e religiões

Não é necessária uma inteligência excepcional para compreender que a base da democracia foi, muito provavelmente, construída de forma a justificar sua própria existência e aplicação, apresentando-se como um sistema criado em benefício de toda a sociedade. Talvez essa justificativa sequer tenha sido plenamente transmitida aos cidadãos. A realidade, sem rodeios, pode ter sido simplesmente implementada sem a participação efetiva de todos.

Relatos e registros históricos nem sempre são confiáveis. Isso pode ser afirmado com razoável segurança, pois conhecemos o comportamento humano. Mesmo indivíduos próximos de elevadas qualidades morais não estão imunes ao egocentrismo, às tentações e aos desvios que, por vezes, produzem consequências catastróficas.

Enquanto isso, convivemos com guerras. Eu, você e todos nós coexistimos com elas e, de alguma forma, participamos de sua permanência ao aceitarmos sua continuidade. Vale repetir uma frase simples e poderosa: crianças não escolhem seus líderes. Nada justifica a morte delas, em hipótese alguma.

As religiões, quando dividem em vez de unir, enfraquecem a humanidade e comprometem o apoio mútuo necessário à nossa espécie.

Da mesma forma, a multiplicidade de partidos políticos frequentemente atende mais ao egocentrismo individual e coletivo do que à busca sincera de soluções para as questões sociais. Surgem, então, divisões de compreensão e grupos que poderiam estar unidos contra a corrupção, os privilégios e as leis que beneficiam apenas alguns.

A criatura humana precisa despertar desse sono confortável e traiçoeiro que consiste em entregar suas responsabilidades a outros, sem participar diretamente das decisões que afetam a todos. Não existe ser humano diferenciado capaz de acessar fórmulas secretas, poderes extraordinários ou milagres exclusivos. Quando alguém afirma possuir tais respostas, convém redobrar a atenção.

Você tem uma religião? Ela lhe faz bem? Não exige sacrifícios destrutivos? Praticar a caridade lhe proporciona satisfação genuína? Se sua fé é fruto de uma escolha livre e não retira de você a capacidade de amar, pensar e agir com autonomia, siga em frente.

Observe as estrelas. Sinta a brisa das manhãs. Reconheça sua capacidade de sorrir, de acolher uma criança em seus braços por escolha consciente e não apenas por instinto. Faça disso sua nova religião: o respeito à vida, à existência e à capacidade humana de construir significado.

Não existem seres humanos pecadores por natureza nem devedores de algo ao universo. Existem, sim, exploradores que criam narrativas grandiosas para preservar privilégios, alimentar luxos e manter sob influência aqueles que depositam sua confiança no próximo.

Se existe alguma dívida, talvez seja apenas a de não utilizar plenamente esta extraordinária capacidade de pensar, imaginar e criar. Criar não apenas para si, mas para toda a humanidade.

Defendo a ideia de um sistema em que toda a população participe de forma mais integrada das decisões coletivas. Enquanto poucos decidirem por muitos, poucos serão os beneficiados. Continuaremos vendo, de um lado, os excluídos privados do necessário e, de outro, os privilegiados cercados de excedentes.

A humanidade possui potencial para algo melhor. A questão permanece aberta: teremos coragem de construir esse caminho?

red9juarez

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Política e Religiões: As Estruturas que Unem ou Dividem a Humanidade

  Uma reflexão sobre poder, crenças, participação social e a necessidade de uma humanidade mais consciente de seu papel coletivo. Bom, mas.....