Aos patriotas de bom senso, que se movem sem ser induzidos por sugestões, condicionamentos ou irresponsabilidades.
Justiça e Responsabilidade Institucional
A noção de justiça, em sua essência, deveria ser o alicerce de qualquer sociedade democrática. No entanto, observa-se que, em muitos contextos, ela se converte em um privilégio restrito a determinados grupos. Aqueles que ocupam cargos de poder desfrutam de segurança, estabilidade e benefícios, enquanto a impunidade se torna o terreno fértil que sustenta suas práticas.
As forças armadas, tradicionalmente concebidas como guardiãs da soberania e da proteção dos cidadãos, recebem seus salários garantidos pelo sistema e permanecem em relativa tranquilidade. Contudo, essa tranquilidade contrasta com a permissividade que se instala internamente, criando um ambiente em que a disciplina e a responsabilidade parecem flexibilizadas.
Em contrapartida, os trabalhadores — cidadãos que sustentam o país com sua força de trabalho — enfrentam um cenário diametralmente oposto. Quando reivindicam direitos ou exigem do Estado (é preciso não se esquecer o fato de o Estado não ser abstrato) e sim, composto por seres humanos comuns na semelhança, e quase sempre não aguais em comportamento ético e moral.
O cumprimento de suas obrigações, frequentemente encontram como resposta a presença ostensiva da Polícia Militar. Sob o pretexto de “acalmar os ânimos”, a intervenção policial muitas vezes resulta em repressão violenta, com disparos contra manifestantes e a consequente dissolução de movimentos populares legítimos: Lembrando ainda de ferimentos graves provocados pelos mesmos.
Esse contraste revela uma lógica perversa: enquanto a elite política e institucional se beneficia de privilégios e da ausência de responsabilização, a população trabalhadora é silenciada por meio da força. A governança, nesse contexto, transforma-se em um espetáculo vazio, um verdadeiro “circo” em que se escolhe qualquer figura para ocupar posições de poder, sem exigência de preparo, compromisso ou honra.
Assim, a justiça deixa de ser um princípio universal e passa a ser um recurso seletivo, aplicado de forma desigual. O resultado é um Estado que falha em sua missão fundamental: garantir equidade, proteger seus cidadãos e assegurar que o poder seja exercido com responsabilidade e legitimidade.
red9juarez
