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Mostrando postagens com marcador Evolução da consciência Egocentrismo e sociedade Condicionamentos Culturais Educação para a paz Desigualdade social juventude e transformação Inteligência artificial. Mostrar todas as postagens
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Há milênios, a humanidade acumula conhecimentos extraordinários, mas continua prisioneira de antigos condicionamentos que dificultam sua própria convivência. Até quando?

 


A humanidade enfrenta antigos condicionamentos, egocentrismo e desigualdades. 

Cultura, juventude e inteligência artificial podem ajudar a transformar o futuro.


A complexidade humana e a difícil transformação da nossa cultura

Até quando a humanidade continuará prisioneira de antigos condicionamentos, apesar de todo o conhecimento que acumulou ao longo dos milênios?

A complexidade resultante do nível sequencial, do primitivo ao intelectual, em que se encontra a espécie humana, transcende até as mentes mais acuradas que possam existir, diante da tentativa de compreendê-la, mantê-la sob domínio e mapeá-la.

Nuances sutis, resultantes das infinitas personalidades locais e das diferenças entre as milhares de sociedades existentes neste nosso planeta, fazem com que os seres humanos sejam frequentemente conduzidos mais pelas primeiras impressões, antecipadamente condicionadas aos impulsos e acompanhadas de boas promessas de acerto, do que por decisões cuidadosamente avaliadas.

A aparente anomalia das diferenças entre as crenças humanas, no paradoxo da espiritualidade, encerra a ilusória certeza de tudo conhecer e compreender. O que ocorre não é simplesmente um desencontro entre as diferenças de todos para um e de um para todos, mas uma divergência de pensamentos e de formação de opiniões que dificulta a convivência.

Há muitos milhares de anos, a humanidade tem sido conduzida por adultos. Não preciso dizer muito a esse respeito: basta que haja interesse de sua parte para perceber as consequências da inconsequência daqueles que acreditaram ter agido com toda a certeza de estarem certos, sem necessariamente estarem.

O lastro é infinito. Adultos de hoje foram educados por adultos de ontem. Da primeira geração à atual, foram-se perpetuando vícios, condicionamentos e atitudes nem sempre civilizatórias.

Pessoalmente, não aprecio falar a respeito de assuntos que envolvam misticismo, pois o poder da sugestão é fortíssimo. A história contém registros disso, e nós também conhecemos suas consequências. Condicionamentos podem levar pessoas a matar a si mesmas e a outras.

Religiões, divisões territoriais, escravidão e miséria espalham-se por todos os cantos do planeta. Embora não sejamos tudo de ruim, também não somos tudo de bom quanto tentamos nos fazer parecer. Não somos bons exemplos de afetividade e muito menos transbordamos prudência.

Não nos esqueçamos dos homens-bomba e dos kamikazes, condicionados por ideias e sugestões alheias. Tampouco podemos ignorar aqueles que, explorados por sua inocência e por sua fé, são levados a matar semelhantes ou a desfazer-se de seus bens em nome de Deus, chegando a viver em dificuldades enquanto sustentam a ociosidade de aproveitadores.

A mesma característica individual comum a todo ser humano, aquela que o faz sentir-se único no universo, o egocentrismo, é exatamente uma das grandes dificuldades para a harmonia e a cooperação necessárias à convivência social.

Sob sua influência, divergências e pontos de vista interpretados de maneiras diferentes provocam separações e afastam a possibilidade de resolvermos, em comum acordo, quase todos os problemas sociais.

Não se trata apenas do instinto de sobreviver em grupo, mas de aprender a agir em grupo para vencer desafios com inteligência, de modo que todos possam sair ganhando.

O planeta é fértil, abundante e propício à manutenção da vida.

Aos jovens de todo o planeta, deixo minha sincera confiança. Vejo neles um dos últimos recursos para consolidar, manter e lapidar a cultura humana. Tudo e todos dependem de vocês. Renovem, reformulem: ainda há tempo, pouquíssimo, mas ainda dá.

Com o melhor que a inteligência artificial pode oferecer, associado à força renovadora dos jovens e à possibilidade de não reproduzir automaticamente tantos vícios culturais herdados, podemos buscar caminhos para encerrar de vez essas pragas que atormentam a humanidade.

Tenho o desejo de acrescentar outros temas a este trabalho — temas que, aliás, caberiam bem aqui —, mas temo que isso possa dar a impressão de divagação. Ainda assim, é preciso dizer: a cultura humana, manipulada desde seus primórdios organizacionais, foi moldada, em diferentes contextos, para sustentar o medo e o misticismo.

Esses elementos foram incorporados à psique humana, gerando necessidades perturbadoras que podem distorcer o caminho em direção a escolhas mais conscientes de vida.

Essa distorção cruel leva o ser humano a sentir-se insignificante, em dívida com o abstrato, como um eterno devedor. Com isso, compromete-se sua independência e restringe-se a liberdade de uma criatura incrivelmente capaz, dotada de inúmeras possibilidades de organização, aprendizado e evolução.

Durante nossas vidas, que tenhamos pelo menos uma oportunidade de agir, livres, ainda que por um instante, dos condicionamentos dos quais é tão difícil nos livrarmos. Independentemente da visão filosófica de cada um ou da escolha de como levar a própria vida, devemos incentivar até mesmo os estranhos a procurar informações sobre tudo o que for possível.

Leiam sobre tudo, tantas vezes quantas puderem, sempre filtrando as informações por meio do discernimento natural.

Aprendam, principalmente, a reconhecer que a riqueza pode resultar de um sistema cruel e frio, assim como a pobreza. Essas situações ocorrem em todos os países e persistem com a participação, a omissão ou a tolerância de diferentes parcelas da sociedade.

Como resolver essa vicissitude?

Sem violência, mas com pessoas cultas e educadas.

Não me refiro à educação que, principalmente nos países ditos democráticos, é frequentemente direcionada à formação profissional para ganhar dinheiro. Não apenas isso. É preciso garantir acesso à cultura para que as pessoas estejam à altura de participar das decisões e também de gerir o futuro do país em que vivem.

Acredito que vocês tenham conhecimento disso, mas, se não sabem, em todos os países existem, tristemente, multidões vivendo em extrema pobreza.

Não existe lugar em que a terra, considerada em sua capacidade produtiva e adequadamente distribuída e administrada, seja necessariamente incapaz de contribuir para o sustento de seus habitantes.

Aprendam, eduquem-se, leiam, leiam sempre.

Mesmo após milênios, ainda não conseguimos nos libertar da lógica de comando em que sobreviver significa alimentar-se dos semelhantes, sugando suas vidas por meio da exploração, ou atacar outros seres vivos por capricho e prazer.

Eu afirmo que a existência não é fantasia: ela é cruel.

Esqueçam os céus que supostamente nos aguardam, com anfitriões sorridentes e prêmios à disposição por nosso comportamento. Aqui é o nosso paraíso: nas emoções, nos prazeres saudáveis que a vida oferece, nos sorrisos das crianças, nos pássaros com seus cantos e suas cores, nas músicas e nas incontáveis coisas boas que estão ao nosso alcance.

Pelo desinteresse de muitos em reconhecer o belo e o maravilhoso, continuamos gerando tantos problemas.

Vejam as bombas destroçando crianças, os lares derrubados e os territórios tomados por aqueles que se autoproclamam escolhidos.

Não importa a justificativa apresentada: nenhum discurso elimina o sofrimento causado por essas violências. Todos temos alguma parcela de responsabilidade, ainda que em graus muito diferentes, quando toleramos a violência, concordamos com mentiras seculares ou aceitamos promessas de pessoas que nada podem ou querem realizar em benefício de todos os cidadãos de seus países.

A transformação da cultura humana exige mais do que conhecimentos acumulados. Exige discernimento, responsabilidade, cooperação e coragem para questionar aquilo que recebemos como verdade.

Aos jovens, fica o desafio de não repetir automaticamente os erros dos adultos de ontem e de hoje. À inteligência artificial, cabe a possibilidade de contribuir com conhecimento, análise e novas perspectivas, sempre em benefício da vida humana.

Que a inteligência deixe de ser apenas uma capacidade de conquistar e dominar e passe a ser, efetivamente, uma ferramenta para compreender, cooperar e construir um futuro melhor para todos.

“Até quando a humanidade continuará repetindo os próprios erros?”

Red9juarez

Há milênios, a humanidade acumula conhecimentos extraordinários, mas continua prisioneira de antigos condicionamentos que dificultam sua própria convivência. Até quando?

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