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O rompimento dos instintos primitivos em prol da razão


Quando o ser humano deixa de transferir suas responsabilidades e começa a assumir conscientemente as próprias escolhas.

O rompimento dos instintos parciais primitivos em prol de atitudes racionais

A atitude egocêntrica natural de todo ser vivente se influi, se infla, independentemente de suas escolhas serem motivadas pelo racional ou pelo instintivo. A ação correspondente segue esta ordem primária: primeiro, eu; depois, você. Em meu universo, você é um pontinho. Desta forma agimos todos, isso não é bom.

O ser humano nasceu submetido aos instintos, mas não precisa permanecer prisioneiro deles. Entre a sobrevivência primitiva e a consciência racional existe uma possibilidade ainda pouco explorada: assumir a própria existência, romper velhos padrões e transformar inteligência em responsabilidade, cooperação e alegria.

Uma reflexão sobre instintos humanos, responsabilidade individual, razão, consciência e a necessidade de romper comportamentos primitivos para construir uma humanidade mais racional e cooperativa.

As necessidades básicas e obrigatórias para a sustentação da vida são impostas automaticamente. Caso não fossem, a existência seria impossível. Certamente, principalmente os humanos, não existiriam há muitos milênios; talvez tivessem sobrevivido apenas por algumas décadas.

Suprir essas carências exige disposição e esforço físico. Talvez daí tenham surgido os primeiros pretensiosos, as almas ociosas em usar seus semelhantes humanos como servidores e escravos, garantindo para si conforto físico e alimentício com o trabalho alheio, luxúrias e tudo mais que fosse possível.

Tubarões, durante a fase de gestação, apresentam casos de canibalismo entre filhotes. Formigas ordenham pulgões para obter uma substância adocicada que alimenta sua colônia de fungos, da qual resultarão alimentos para a própria colônia. Leões, ao assumir uma nova parceira, podem matar seus filhotes.

Herdamos comportamentos e, passados os milênios, seguimos carregando fragmentos deles.

Os seres humanos, para não assumirem responsabilidades pela própria existência, transferem facilmente suas obrigações a outros. Comodamente, encontrando-se em uma circunstância não muito agradável, quando questionados sobre como irão encontrar soluções para seus desacertos, alguns respondem convictos:

“Deus resolve. Entrego tudo nas mãos dele.”

Sem o mínimo de interesse e levianamente, prosseguem sonhando com soluções abstratas e, psicologicamente, por alguns momentos, estará tudo solucionado.

Humanos existem por mecanismos que não dependem de suas vontades nem de sua dedicação consciente ao processo.

A parte física, mantida em funcionamento e sustentada pelos comandos naturais, agora precisa ser suprida com alimentos digeríveis, transformados em energia.

Aguarde. Ainda não é tudo.

Surge então uma nova fase: presenciar o rompimento dos instintos parciais primitivos em prol de atitudes racionais.

Este não é apenas um pensamento.

Despindo o ser das fantasias, até então muito importantes para a permanência e a segurança do ser humano em meio a tantas outras vidas, também carentes de espaço e alimentos, encontramos uma realidade bruta e primitiva.

Os instintos nos mantiveram no início.

Com a inteligência da qual todos possuímos, basta assumir a parte individual e responsabilizar-se por toda falha que possamos evitar. Entre os animais, somente os mais aptos se tornam líderes.

Fábulas, como a do boto que engravida uma mulher que “deu uma escapada”, ocultam nela uma falcatrua evitável: a culpa transferida ao outro.

Mentiras mantidas através do tempo serviram para conservar autoridade sobre os displicentes e errantes que deixaram de acreditar em si mesmos para endeusar outros, abandonando a própria vida à mercê de adoradores da ociosidade.

Sem conhecimento da dispersão dos seres humanos pelos continentes, lá vem a fábula: punição por tentarem se aproximar de Deus com a Torre de Babel; idiomas e línguas diferentes para que não se entendessem e, assim, saíssem pelo globo.

Pelo amor de você mesmo, de seus familiares e amigos, muita atenção ao que escuta e ouve.

Provavelmente estará sendo induzido por outro quando lhe for prometido algum benefício.

Neste mundo caótico que parcialmente criamos, lembre-se: contribuímos para este resultado, sempre esperando cooperação de políticos e de deuses.

Tudo bem. Deus nos cede a vida.

Então, agora, cabe a nós, cada um com sua responsabilidade assumida, não transferir as decisões e escolhas, nem depender da sugestão de outros.

Vivê-la da melhor forma.

Muitíssimo cuidado ao lhe sugerirem soluções sem custos ou mesmo cobrando por elas.

Presenciar o rompimento dos instintos parciais primitivos em prol de atitudes racionais.

Este não é apenas um pensamento.

É um marco.

Um instante em que a humanidade, enfim, olha para si com lucidez, não mais guiada pelo medo, pela ganância ou pelo domínio sobre o outro, mas pela razão empática, pela consciência de que coexistir é mais sábio do que conquistar.

Este projeto é um convite à ruptura.

Um abandono dos velhos vícios disfarçados de progresso.

Um gesto honesto que propõe uma pergunta:

E se a verdadeira inteligência for a capacidade de gerar alegria, e não controle?

Aqui começa o testemunho de um tempo possível, em que a humanidade, ao despertar, reencontra o que há de mais humano para explorar em prol da não teorica felicidade: mas ao encontro de um análogo céu superior de fato aos das fábulas, com sua vocação para o bem coletivo.

red9juarez.



O rompimento dos instintos primitivos em prol da razão

Quando o ser humano deixa de transferir suas responsabilidades e começa a assumir conscientemente as próprias escolhas. O rompimento dos ins...